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Rio de Janeiro

Morre ex-vereadora Luciana Novaes, vítima de bala perdida em 2003

Ex-parlamentar aprovou quase 200 leis na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Congresso em Foco

28/4/2026 12:04

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Morreu nessa segunda-feira (27) a ex-vereadora Luciana Novaes (PT), aos 42 anos. A ex-parlamentar ficou conhecida por sobreviver a uma bala perdida com baixas chances de recuperação, que a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica.

Segundo informou a Câmara Municipal do Rio de Janeiro em nota, a equipe médica da vereadora acionou protocolo de morte cerebral na noite de segunda. Desde o fim de 2025, a ex-parlamentar enfrentava novas complicações em sua saúde.

Trajetória

Após ser vítima de uma bala perdida na Universidade Estácio de Sá, em 2003, a ex-parlamentar se adaptou à nova realidade, trocou a graduação em Enfermagem por Serviço Social e concluiu uma pós-graduação em Gestão Governamental.

Em 2016, foi eleita vereadora na Câmara Municipal do Rio. Durante seu mandato, bateu um recorde de leis aprovadas em primeiro mandato. Nas eleições municipais seguintes, não conseguiu o número necessário de votos para ser reeleita, mas ficou como primeira suplente.

A ex-vereadora chegou a se candidatar à Câmara dos Deputados em 2022, quando ficou como segunda suplente. Luciana Novaes foi a segunda mulher mais votada do PT no Estado. Em 2023, retornou à Câmara Municipal do Rio na vaga de Tainá de Paula (PT). Com o retorno da titular, passou novamente à condição de suplente.

Equipe médica da ex-vereadora aciona protocolo de morte cerebral.

Equipe médica da ex-vereadora aciona protocolo de morte cerebral.Zô Guimarães/Folhapress

Homenagem

Em nota, a Câmara do Rio afirmou que a ex-vereadora foi mais do que uma parlamentar atuante e a definiu como símbolo de perseverança e superação. O texto destacou que, mesmo diante de adversidades profundas, Luciana Novaes encontrou forças para reconstruir a vida e se dedicar ao serviço público com dignidade, sensibilidade e compromisso com os mais vulneráveis.

A homenagem também ressaltou o legado de quase 200 leis voltadas à inclusão e à defesa de pessoas com deficiência, idosos e populações em situação de vulnerabilidade. Segundo a Câmara do Rio, sua atuação, marcada por voz firme e escuta generosa, deixou impacto na vida de milhares de cariocas.

Leia a íntegra:

"Em virtude do acionamento do protocolo de morte cerebral da vereadora Luciana Novaes (PT), o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), manifesta profundo pesar pelo falecimento da parlamentar, uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez da sua trajetória um exemplo permanente de luta, coragem e amor ao próximo.
Luciana, que tinha 42 anos, foi mais do que uma parlamentar atuante. Foi símbolo de perseverança e superação. Mesmo diante de uma das maiores adversidades que alguém pode enfrentar, encontrou forças para reconstruir sua vida e se dedicar ao serviço público com dignidade, sensibilidade e compromisso com quem mais precisa.
Ao longo de sua atuação, deixou um legado consistente de quase 200 leis, sempre voltadas para a inclusão, a defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade. Sua voz firme e sua escuta generosa fizeram diferença na vida de milhares de cariocas, olhando não apenas para a cidade, mas para cada indivíduo que precisava ser visto, acolhido e respeitado.
Sua história, marcada por fé, resiliência e propósito, seguirá inspirando gerações. Luciana mostrou, na prática, que limites não definem destinos quando há vontade de transformar o mundo ao redor.
Neste momento de dor, a Câmara Municipal se solidariza com familiares, amigos e toda a equipe de seu mandato. O Rio de Janeiro perde uma grande mulher, mas seu legado permanece vivo, na memória da cidade e no coração de todos que foram tocados por sua trajetória."
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