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São Paulo
Congresso em Foco
5/5/2026 | Atualizado às 17:38
Nesta terça-feira (5), o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) foi obrigado a adiar votação que pode suspender por 30 dias o mandato do deputado estadual Lucas Bove (PL) por falta de quórum. Lucas Bove é alvo de acusação de violência política de gênero por um bate-boca que ocorreu em setembro de 2025 durante sessão plenária.
A representação foi feita pela deputada estadual Mônica Seixas (Psol), que participou da discussão, e também abrange possível violência contra Professora Bebel (PT). Em seu parecer, o relator, Emídio de Souza (PT), acolheu o entendimento de que houve violação ao decoro parlamentar pelo efeito de constrangimento e deslegitimação contra as parlamentares. O deputado nega.
Dos oito membros do colegiado, somente os deputados Delegado Olim (PP) e Paula Nunes (Psol) compareceram. Eles se comprometeram a incentivar a participação dos colegas na próxima reunião, agendada para 12 de maio.
O próprio relator esteve ausente na reunião, assim como Bruno Zambelli (PL), Oseias de Madureira (PL), Altair Moraes (Republicanos), Rafael Saraiva (União) e Eduardo Nóbrega (MDB). É necessário que cinco estejam presentes para iniciar a deliberação.
Lucas Bove responde ainda por violência doméstica contra a influenciadora Cíntia Chagas em outra denúncia. Ainda não há previsão para que esta seja votada. Na Justiça, o deputado é réu por violência doméstica, psicológica e perseguição.
Aborto
Também estava na pauta uma denúncia contra o deputado estadual Guto Zacarias (Missão), em que o Conselho deve votar a admissibilidade.
A acusação é de que o parlamentar coagiu uma ex-namorada a cometer um aborto. Zacarias admite conduta imoral, mas nega uso da violência.
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