Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Confusão
Congresso em Foco
12/5/2026 | Atualizado às 13:38
Os vereadores de São Paulo Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, do União Brasil, entraram em confronto com estudantes da USP, Unesp e Unicamp na segunda-feira (11). O conflito ocorreu durante um ato do movimento estudantil em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na região central da capital paulista.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os parlamentares provocando estudantes durante a manifestação. Após trocas de provocações e empurrões, teve início uma confusão generalizada.
Rubinho Nunes recebeu socos no rosto, incluindo no nariz, e precisou ser encaminhado a um hospital. Adrilles Jorge também foi agredido e levou chutes na região da barriga.
"Estudantes que não estudam mostrando todo o seu amor pela democracia. Nunca estão abertos ao diálogo, mas fingem um moralismo que não possuem!", escreveu Rubinho nas redes sociais após o episódio.
A manifestação foi dispersada pela Polícia Militar com o uso de bombas de gás lacrimogêneo.
O protesto reivindica o aumento do auxílio permanência, ampliação de bolsas e maior apoio financeiro do governo estadual às universidades públicas paulistas.
Os estudantes também denunciam problemas estruturais nas instituições. Alunos da USP afirmam ter encontrado um ninho de pombos dentro da cozinha do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp), além de relatarem infiltrações, falta de manutenção e precariedade em moradias estudantis.
Ocupação da Reitoria da USP
A mobilização estudantil também ocorreu em meio à ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo, iniciada por alunos que cobram respostas da administração da universidade sobre as condições de permanência estudantil e investimentos em infraestrutura.
A ocupação começou na quinta-feira (7), após o reitor Aluísio Segurado cancelar as negociações com os estudantes. Cerca de 400 estudantes participaram da ocupação.
Na sexta-feira (8), Segurado afirmou que não retomaria o diálogo enquanto o prédio permanecesse ocupado.
A reitoria foi desocupada na madrugada de domingo (10) em ação da Polícia Militar. Segundo os estudantes, a operação ocorreu de forma truculenta.