Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Áudios vazados
Congresso em Foco
14/5/2026 12:07
A Câmara Municipal de Porto Alegre precisou interromper a sessão desta quarta-feira (13) após o vereador Mauro Pinheiro (PP) retirar o microfone utilizado pela vereadora Juliana dos Anjos de Souza (PT) durante uma discussão em plenário.
No momento do episódio, Juliana mencionava o vazamento de áudios atribuídos ao senadore pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro.
"Acabou de vazar um áudio do seu presidente pedindo dinheiro para o Vorcaro", afirmou a parlamentar antes de ter o microfone retirado do pedestal por Mauro Pinheiro.
Após a confusão, a sessão foi suspensa por dois minutos.
A fala de Juliana ocorreu durante debate com a vereadora Comandante Nádia (PL), que havia criticado uma emenda apresentada pela petista à Lei de Uso e Ocupação do Solo e acusado parlamentares da esquerda de promoverem "terrorismo político" em torno do tema.
Ao pedir aparte, Juliana afirmou que a colega teria fugido da discussão original por estar "nervosa" com a repercussão do vazamento dos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro.
Após o episódio, a vereadora do PT afirmou nas redes sociais ter sido vítima de violência política de gênero. "Vou até as últimas consequências, porque violência política de gênero é crime no Brasil", declarou.
Áudios de Flávio Bolsonaro
Os áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro foram divulgados em reportagem do The Intercept Brasil. Nas gravações, o senador relata dificuldades financeiras para custear o filme "Dark Horse", produção sobre a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, e conversa com Daniel Vorcaro sobre apoio financeiro ao projeto.
Segundo a reportagem, o diálogo teria ocorrido em novembro de 2025, pouco antes da deflagração da Operação Compliance Zero e da liquidação do Banco Master. Após a divulgação do conteúdo, parlamentares do PT pediram investigação sobre os supostos repasses e cobraram a instalação da CPI do Master.
Flávio Bolsonaro afirmou que os recursos citados faziam parte de um contrato privado de patrocínio do filme e negou qualquer irregularidade. O senador também declarou que não houve uso de dinheiro público e voltou a defender a instalação da CPI para apuração do caso.
LEIA MAIS
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
Pai de Daniel Vorcaro é suspeito de financiar grupo de ameaças, diz PF