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jornada de trabalho

Transição para jornada de 40h será feita em um ano, afirma Hugo Motta

Presidente da Câmara diz que redução será gradual, com garantia de dois dias de folga semanal e manutenção dos salários

Congresso em Foco

25/5/2026 | Atualizado às 14:34

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (25) que o parecer da PEC que trata do fim da escala 6x1 deverá prever a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas no prazo de até um ano após a promulgação da proposta.

Seguno Motta, o acordo costurado com o governo prevê uma transição em duas etapas: redução de duas horas 60 dias após a promulgação da PEC e diminuição das duas horas restantes depois de um ano.

"Isso atende ao apelo da classe trabalhadora, também escuta o setor produtivo e dá um tempo para que os setores possam se organizar", afirmou o presidente da Câmara a jornalistas.

Motta disse ainda que o texto terá três pontos considerados "inegociáveis": a redução da jornada para 40 horas semanais, a garantia de dois dias de folga por semana e a manutenção dos salários.

"Nós partimos do princípio de que esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados. São também inegociáveis para o governo, e nós temos ampla convergência nessas três situações", declarou.

O parecer será apresentado nesta segunda-feira pelo relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), na comissão especial que analisa a PEC. A expectativa de Motta é votar o texto ainda em maio, em referência ao mês do trabalhador.

Para ser aprovada, a PEC precisa passar por dois turnos de votação no plenário da Câmara, com apoio mínimo de 308 deputados em cada etapa. O regimento prevê intervalo de cinco sessões entre os turnos, mas o prazo pode ser derrubado por acordo entre os líderes partidários.

A apresentação do parecer havia sido prevista para a semana passada, mas acabou adiada para permitir consenso com o governo sobre as regras de transição e os impactos da nova jornada para servidores públicos e prestadores de serviço.

Projeto do governo

Hugo Motta também afirmou que o projeto de lei apresentado pelo governo federal sobre o mesmo tema deverá ser aproveitado após a promulgação da PEC. Segundo ele, o texto do Planalto será utilizado para regulamentar as especificidades de diferentes setores produtivos e minimizar impactos da redução da jornada.

A proposta do governo foi enviada em regime de urgência enquanto a PEC ainda tramitava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). À época, Motta optou por priorizar a tramitação da emenda constitucional.

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