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Redução na Jornada

Maria do Rosário defende fim da 6x1: "não tem como dizer não"

Parlamentar afirmou que proposta representa superação de "40 anos de atraso" nas relações de trabalho no país.

Congresso em Foco

26/5/2026 11:05

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A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirmou durante reunião de comissão especial da Câmara dos Deputados, que o fim da escala 6x1 será aprovado no Brasil.

Durante o discurso, Maria do Rosário criticou a resistência de parte do Congresso às pautas trabalhistas. Segundo ela, a votação da proposta só ocorre devido à mobilização popular e à pressão exercida sobre os parlamentares.

"Eles não têm como dizer não para a classe trabalhadora no ano eleitoral."

A votação do parecer na comissão, no entanto, acabou adiada após pedido de vista apresentado por parlamentares do colegiado. O relator tenta construir consenso em torno do modelo de transição da jornada semanal de trabalho.

Leia Mais

Pedido de vista adia votação da PEC do fim da 6x1 na comissão especial

Defesa da redução da jornada

Ao defender a proposta, Maria do Rosário afirmou que muitos trabalhadores já adotam jornadas compensatórias para evitar o trabalho aos sábados. Como exemplo, citou uma visita ao município de Rolante, no Rio Grande do Sul, onde conversou com funcionários da indústria calçadista.

Segundo a deputada, os trabalhadores do setor cumprem atualmente jornadas de 8 horas e 48 minutos por dia para concentrar a carga horária ao longo da semana. Com a eventual redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, esses profissionais teriam duas horas a menos de trabalho por semana.

A parlamentar afirmou que a discussão em andamento na Câmara não prevê uma transição gradual para o fim da escala 6x1, mas sim para a redução da carga horária semanal.

"Não tem transição para a finalização da jornada 6x1. A transição que está sendo aqui debatida é no que diz respeito às 44 horas para 40 horas."

Maria do Rosário também classificou a proposta como uma correção histórica nas relações de trabalho brasileiras e afirmou que o debate representa a superação de "40 anos de atraso" desde a promulgação da Constituição Federal.

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