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Congresso em Foco
26/5/2026 | Atualizado às 19:20
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou em suas redes sociais uma foto junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro de seu gabinete na Casa Branca, o Salão Oval. O encontro com o pré-candidato do PL ao Planalto ocorreu fora da agenda oficial do chefe de Estado americano.
Flávio está desde o fim de semana em Washington D.C, onde se encontrou com seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e com o blogueiro Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro também radicado nos Estados Unidos. Os três foram juntos à reunião com Trump, sem uma confirmação definitiva até então. "Aconteceu e foi muito bom", publicou Eduardo.
Flávio também tentou obter permissão da Embaixada do Brasil em Washington D.C. para, após a reunião, realizar uma coletiva de imprensa a respeito do conteúdo da reunião. A representação negou o pedido, e o pronunciamento foi transferido para a entrada da White-Meyer House, ponto turístico da capital.
Jogo duplo trumpista
O encontro ocorre pouco menos de um mês após a visita oficial entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, os dois chefes de Estado permaneceram em reunião a portas fechadas por mais de três horas, abordando questões como as tarifas de importação, comércio de terras raras e parcerias na área de segurança pública.
Desde setembro de 2025, Trump mantém uma postura elogiosa tanto a Lula, a quem afirmou ter sentido uma "química" e expressado satisfação após momentos de diálogo, quanto a Bolsonaro, citado por ele como um líder preocupado com o Brasil e injustiçado pelo Judiciário.
Crise de imagem
A viagem de Flávio aos Estados Unidos ocorre no momento mais crítico até então de sua pré-campanha presidencial. O senador enfrenta uma crise de imagem após uma série de vazamentos de mensagens de texto e áudio trocados entre ele e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, a quem teria pedido dinheiro para a produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro em 2018.
Desde o início dos vazamentos, Flávio entrou em declínio nas pesquisas eleitorais. Antes, pelo Instituto Datafolha, ele estava empatado com Lula, ambos com 45%. No último levantamento, realizado entre os dias 20 e 21 de maio, as intenções de votos do petista subiram para 47%, e do pré-candidato do PL caíram para 43%. Outros institutos chegaram a resultados próximos.
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