Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Modelo
Congresso em Foco
8/6/2026 17:47
A modelo Nicole Bahls descartou a possibilidade de se candidatar a cargos políticos por ter medo de "morrer matada". Em entrevista ao Erika Pod, podcast da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), Nicole Bahls citou o assassinato de Marielle Franco para ilustrar sua preocupação.
Enquanto falavam sobre o cenário político brasileiro, Nicole Bahls admitiu precisar estudar mais sobre o tema e Erika afirmou que iria ensiná-la. "A única coisa que eu sei é que eu sou sempre a favor do povo. Precisa de saúde, melhorar a saúde. Precisa de colégio. O trabalhador precisa de descanso", respondeu a modelo.
A parlamentar brincou que depois das aulas, Nicole seria candidata a deputada ou senadora. Ela negou e disse que "depois de Marielle" não teria coragem. "Vocês têm que andar com seguranças o tempo todo", reiterou a modelo. Erika concordou e classificou a situação como "uma vida infernal".
Morte de Marielle Franco
A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018, junto com o motorista Anderson Gomes, no centro da cidade. Conhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos, das mulheres, da população negra e das comunidades periféricas, Marielle era uma crítica da violência policial e das milícias.
O crime gerou forte repercussão nacional e internacional, levantando suspeitas de motivação política. Após anos de investigação, autoridades apontaram a participação de milicianos e mandantes ligados a interesses políticos e criminosos, embora o caso tenha enfrentado questionamentos e demora na elucidação completa.
Em 2024, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados. Élcio de Queiroz firmou acordo de delação premiada e confessou participação no assassinato, enquanto Ronnie Lessa foi apontado como o autor dos disparos. As investigações confirmaram a atuação de milicianos no atentado.
Somente em fevereiro deste ano, o STF condenou o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, como mandantes. Segundo a Polícia Federal, o assassinato teria sido encomendado por interesses políticos e territoriais de milícias.
Temas