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AMÉRICA LATINA

Extrema direita vence eleição presidencial apertada na Colômbia

Aliado de Trump, Abelardo de la Espriella supera candidato governista por menos de um ponto percentual, em disputa marcada por participação recorde, contestações e promessa de "mão de ferro" contra o crime.

Congresso em Foco

22/6/2026 | Atualizado às 9:19

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O advogado e empresário Abelardo de la Espriella, da extrema direita, venceu o senador governista Iván Cepeda, da esquerda, por 250.830 votos no segundo turno presidencial mais acirrado da história da Colômbia desde a adoção do modelo, em 1994. Com 99,9% das urnas apuradas, o candidato da direita recebeu 12.949.162 votos, contra 12.701.546 do representante governista, em uma eleição que também registrou participação recorde: 26,3 milhões de eleitores, ou 63,55% dos colombianos aptos a votar.

A diferença de apenas 0,95 ponto percentual mantém a atenção do país voltada para a contagem oficial, que começou no domingo à noite e deve ser concluída ao longo da semana. A vitória de Espriella já foi reconhecida por Cepeda, que anunciou que vai pedir a recontagem de parte dos votos.

Abelardo de la Espriella fez campanha com foco em discurso duro de tolerância zero contra a criminalidade e a corrupção.

Abelardo de la Espriella fez campanha com foco em discurso duro de tolerância zero contra a criminalidade e a corrupção.Reprodução/redes sociais

Apesar da vantagem, o resultado ainda depende da contagem definitiva prevista pela legislação colombiana, supervisionada por juízes e tabeliães. O escrutínio oficial deve confirmar ou revisar os números da pré-contagem. Caso tenha a vitória confirmada, Espriella assumirá a Presidência em 7 de agosto, sucedendo Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia.

Espriella fala em "nova era"

Conhecido como "El Tigre", Espriella celebrou o resultado como o início de uma "nova era" no país. Aos 47 anos, sem experiência anterior em cargos eletivos, ele se apresentou na campanha como um outsider e defendeu uma agenda de "mão de ferro" contra o crime, o narcotráfico e a corrupção. Também prometeu reduzir o tamanho do Estado, cortar impostos corporativos e buscar acordos com os Estados Unidos no combate ao crime organizado.

"Governarei para todos os colombianos, tanto para aqueles que votaram em mim quanto para aqueles que escolheram o outro candidato", disse La Espriella a uma multidão de apoiadores em Barranquilla.

Cepeda reconheceu a pré-contagem divulgada no domingo, mas afirmou que sua campanha vai impugnar cerca de 33 mil mesas de votação durante a apuração oficial. O candidato do Pacto Histórico disse que respeita as regras democráticas, mas ressaltou que a diferença estreita exige verificação detalhada. Petro também afirmou que aguardará o resultado proclamado pelas autoridades eleitorais.

Votação teve participação recorde

A eleição registrou participação histórica, com mais de 26,3 milhões de colombianos nas urnas, o equivalente a 63,59% do eleitorado. O comparecimento recorde ocorreu em meio à pior onda de violência no país em uma década, tema que dominou a campanha e impulsionou o discurso de segurança defendido por Espriella.

A vantagem do candidato de direita teve repercussão regional e internacional. Espriella afirmou ter recebido cumprimentos de Donald Trump, de quem é aliado político, além de manifestações de apoio de lideranças da direita latino-americana, como os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Equador, Daniel Noboa. A reação também provocou protestos em cidades como Bogotá e Cali, onde manifestantes contrários ao resultado preliminar queimaram bandeiras dos Estados Unidos e ergueram barricadas. Nascido na capital colombiana, Espriella tem também cidadania norte-americana e já morou em Miami.

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Abelardo de la Espriella extrema direita esquerda eleições Colômbia América Latina

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