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DISPUTA INTERNA
Congresso em Foco
23/6/2026 18:25
A direção nacional do Psol se manifestou nesta terça-feira (23) em resposta à publicação da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que acusou a sigla de abrir mão de suas políticas de inclusão racial e de gênero para priorizar novas candidaturas, em desacordo com compromissos firmados anteriormente.
Segundo a executiva, os critérios de distribuição do Fundo Eleitoral para as eleições de outubro ainda estão em discussão. No entanto, os mecanismos de inclusão não estariam em debate. A direção afirma ainda que Erika deverá receber o maior volume de recursos entre as candidaturas proporcionais da legenda.
Crítica ao Psol
No início da tarde, Erika Hilton utilizou as redes sociais para fazer críticas à cúpula partidária.
No post, a deputada afirmou estar "chocada e decepcionada" com a distribuição de recursos da agremiação que, segundo ela, deixaria de priorizar candidaturas de pessoas negras, LGBT+ e com deficiência. Também criticou o que considera falta de compromisso com o fortalecimento da campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Erika alegou que está recebendo menos recursos do que os destinados à estreante Manuela D'Ávila, pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, e o mesmo montante reservado ao presidente da federação Psol-Rede, Juliano Medeiros, que disputa pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo.
"Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe", declarou. A parlamentar classificou a suposta decisão como uma "tentativa de asfixiar quem está na linha de frente" em benefício de "grupos que só pensam em si mesmos".
Psol responde
Em nota, a direção partidária afirmou que o partido "empenha toda a sua energia para derrotar a extrema-direita nas eleições de outubro, ampliando sua bancada de deputados federais e estaduais, conquistando cadeiras no Senado e reelegendo Lula presidente da República".
De acordo com a legenda, a destinação prioritária de recursos para candidaturas inclusivas é uma política consolidada e não há discussão sobre sua alteração. O debate em curso nas instâncias partidárias trataria da criação de "um teto, com o maior valor possível, para todos os detentores de mandato que buscarão a reeleição".
O partido também sustenta que a resolução em análise "posiciona a campanha de Erika Hilton como maior investimento entre todas as candidaturas proporcionais do partido, diante do limite de recursos disponíveis e da necessidade de financiamento das demais candidaturas, tanto majoritárias quanto proporcionais, em todas as Unidades da Federação".
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