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Eleições 2026
Congresso em Foco
1/7/2026 | Atualizado às 12:32
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta quarta-feira (1º) a composição da chapa com a qual pretende concorrer ao Palácio do Planalto em 2026.
Durante evento realizado em Brasília, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice, a menos de três semanas do início das convenções partidárias, previstas para 20 de julho.
Ao oficializar a escolha, Caiado destacou que a definição reforça o projeto presidencial do partido e também disse que Kassab terá atuação ativa em um eventual governo.
"Não se governa sozinho e não se indica um vice-presidente para tirar foto. Indica-se um vice-presidente para governar de mãos dadas."
Kassab volta à disputa após 12 anos
A indicação marca o retorno de Gilberto Kassab a uma chapa eleitoral após 12 anos.
Sua última candidatura foi em 2014, quando disputou uma vaga ao Senado por São Paulo.
Na ocasião, recebeu cerca de 1,1 milhão de votos e terminou atrás de José Serra (PSDB-SP), eleito, e Eduardo Suplicy (PT-SP).
Naquele ano, Kassab apoiou a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e, após a vitória da petista, assumiu o Ministério das Cidades.
Depois do impeachment, permaneceu no primeiro escalão durante o governo Michel Temer, como ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Entre 2019 e 2020, chefiou a Casa Civil do governo João Doria, em São Paulo.
Mesmo integrando a chapa presidencial, Kassab continuará na presidência nacional do PSD. Caberá a ele coordenar a estratégia política da legenda e liderar as negociações para a formação de alianças estaduais em apoio à candidatura de Caiado.
PSD aposta em candidatura própria
Sem um parceiro de outra legenda, o partido optou por uma chapa "puro-sangue", formada exclusivamente por filiados do PSD.
A avaliação da direção da sigla é que a composição fortalece o projeto presidencial e, ao mesmo tempo, oferece um palanque mais neutro para candidatos ao Congresso e aos governos estaduais que buscam se distanciar da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o campo bolsonarista.
Ao defender a candidatura própria, Kassab afirmou que o PSD pretende ocupar uma posição de antagonismo em relação ao atual cenário político e se apresentar como uma alternativa ao eleitorado.
"Os poderes estão contaminados com ineficiência. O que a gente procura desde 2011 e hoje a gente consolida esse projeto é mostrar que o PSD está preparado para dar as respostas que a sociedade precisa. Temos um pré-candidato que está preparado para governar o país."
O dirigente acrescentou que uma das principais bandeiras da campanha será a redução da carga tributária. Já Caiado reafirmou que manterá sua candidatura até o fim.
Pesquisas
O pré-candidato também afirmou acreditar que, se chegar ao segundo turno, conseguirá reunir os votos dos eleitores independentes e derrotar o presidente Lula.
A oficialização da chapa ocorre no mesmo dia em que a AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgou um novo levantamento sobre a corrida presidencial. No cenário de primeiro turno, Caiado aparece com 2,9% das intenções de voto, na quarta colocação entre os pré-candidatos.
Em um eventual segundo turno contra Lula, porém, o levantamento aponta vantagem para o presidente. O petista registra 48% das intenções de voto, contra 39% de Caiado.
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