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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
21/7/2026 17:04
O líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (União-MA), anunciou nesta terça-feira (21) que desistiu de sua pré-candidatura ao Senado pelo Maranhão e deverá disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, a decisão busca preservar a unidade da chapa coordenada por Orleans Brandão, filho do governador Carlos Brandão.
Pedro Lucas havia lançado sua pré-candidatura no último dia 16, compondo uma chapa ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Nesta terça, porém, a deputada Roseana Sarney (MDB-MA), líder nas pesquisas de intenção de voto no Estado e também aliada de Orleans, confirmou que disputará uma das vagas ao Senado. Diante da mudança, o líder do União avaliou que o acordo inicial ficou comprometido.
"Com a decisão da deputada federal Roseana Sarney, (...) fica inviabilizada a construção anteriormente estabelecida para a composição da chapa com apenas dois nomes. Diante desse novo cenário, entendemos que a decisão mais prudente é retomar nossa candidatura a deputado federal", afirmou em nota.
O parlamentar também reiterou o alinhamento com o grupo político governista no Maranhão. "Desde o início, era muito claro que qualquer definição sobre a disputa eleitoral seria tomada respeitando as decisões do grupo político do qual fazemos parte. (...) Nossa caminhada segue com respeito aos nossos parceiros políticos e, principalmente, às pessoas que sempre confiaram em nosso trabalho."
Na nota, Pedro Lucas disse que sua prioridade permanece sendo o "compromisso com o Maranhão" e afirmou que a revisão da estratégia eleitoral foi conduzida com "serenidade, responsabilidade, espírito de grupo e a mesma disposição de seguir trabalhando por quem mais importa: os maranhenses". A convenção estadual do União Brasil está marcada para sábado (25).
O prefeito de Arame (MA), Pedro Fernandes, pai do deputado e terceiro vice-presidente do diretório estadual do União Brasil, também comentou a decisão. Segundo ele, "foi preciso coragem pra aceitar o desafio de disputar o Senado e também responsabilidade pra compreender o novo cenário político". Na avaliação do dirigente partidário, insistir na pré-candidatura ao Senado representaria um "suicídio político".