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Eleições
Congresso em Foco
27/7/2026 17:04
Após convenção nesta segunda-feira (27), o Partido Novo confirmou a candidatura à Presidência da República do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. O evento ocorreu no início da tarde, em Brasília (DF), e decidiu pela oficialização por unanimidade.
"Zema tem a credibilidade e a experiência que o Brasil precisa para voltar a acreditar no futuro", escreveu a sigla nas redes sociais. "Ele já fez em Minas, agora vai fazer pelo Brasil."
O nome do vice permanece indefinido. Segundo Zema, existem conversas com Joaquim Barbosa (DC), que até o momento se identifica como pré-candidato à Presidência. O ex-governador disse que a decisão permanecerá em discussão até o dia 5 de agosto, data final para a definição do candidato a vice.
Durante o evento, Zema também defendeu anistiar os condenados nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. "Acho que houve um julgamento político e nós precisamos resolver esse problema. Temos que passar uma borracha nisso", defendeu.
Campanha
A candidatura deve ser acompanhada por uma estratégia centrada na defesa da gestão pública eficiente, na redução do tamanho do Estado e no incentivo à iniciativa privada. Zema tem adotado como principal bandeira o "Brasil sem Intocáveis", plano que limita a atuação do STF.
Também ligado ao conservadorismo, o partido tem se posicionado como "anti-petista", em busca do eleitorado de direita.
"Hoje, é o Brasil que sofre a devastação do governo petista. Zema já mostrou que é possível virar esse jogo, derrotar o PT e colocar a casa em ordem."
Governo
Romeu Zema ganhou projeção nacional ao ser eleito governador de Minas Gerais em 2018, pelo Partido Novo, em um cenário de forte rejeição à política tradicional. Empresário do setor varejista, ele venceu a disputa em segundo turno com um discurso de renovação e gestão técnica.
Antes de entrar na política, Zema construiu carreira no Grupo Zema, conglomerado familiar com atuação em diversos setores, especialmente no varejo. Sua imagem de gestor foi um dos principais ativos na campanha que o levou ao governo estadual.
Em 2022, foi reeleito ainda no primeiro turno, com ampla vantagem. Apesar da dominância estadual, o candidato tem aparecido nas pesquisas com menos de 5% das intenções de voto, atrás de Lula, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado.
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