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CORRIDA PRESIDENCIAL
Congresso em Foco
1/8/2026 | Atualizado às 20:09
O partido Missão lançou oficialmente neste sábado (1º), em convenção realizada no Komplexo Tempo, na zona leste de São Paulo, a campanha presidencial do empresário e fundador do MBL Renan Santos. Embora a candidatura já tivesse sido homologada em convenção virtual no último dia 20 de julho, o evento marcou o primeiro grande ato público da legenda para as eleições de 2026. A chapa será composta pelo tenente-coronel da reserva da Brigada Militar Aroldo Medina.
Em seu discurso, Renan adotou um tom de confronto com os dois principais adversários que pretende enfrentar na disputa presidencial. O candidato fez críticas ao presidente Lula (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rejeitou o rótulo de terceira via e afirmou que representa um projeto político próprio.
"Nós não somos a negação do PT. Não somos antipetistas. Quando você se define pelo seu inimigo, você nunca o supera. É por isso que ambos têm que ir para a lata de lixo da história, juntos", declarou.
Renan também afirmou que Flávio Bolsonaro "não tem chance de vencer Lula no segundo turno" e disse acreditar que sua campanha poderá ocupar esse espaço durante a disputa eleitoral.
Segurança pública como bandeira
A segurança pública foi o principal eixo do discurso do fundador do MBL. Renan defendeu uma política de endurecimento no combate ao crime organizado e fez uma das declarações mais contundentes do evento ao tratar dos crimes patrimoniais.
"Vocês vão comprar seu celular. Vocês vão comprar a sua casa. Vocês vão comprar seu carro. E ninguém vai roubar nada que é teu, porque nós vamos matar quem roubar."
O candidato também defendeu o fim das favelas por meio de políticas habitacionais, a retomada do programa espacial brasileiro e investimentos em defesa nacional, incluindo o desenvolvimento de tecnologias militares e armas nucleares.
Programa de governo
Segundo o partido, a antecipação da convenção virtual ocorreu por recomendação da equipe de segurança, após Renan relatar ameaças atribuídas a facções criminosas.
Durante o encontro, o Missão apresentou seus candidatos aos governos de nove estados e lançou o Livro Amarelo, documento que reúne as diretrizes do programa de governo. Entre as propostas estão um ajuste fiscal estimado em R$ 3,3 trilhões ao longo de dez anos, reformas trabalhista e educacional, endurecimento do combate ao crime organizado, mudanças na política ambiental e investimentos em defesa nacional.
Vice reforça discurso
O candidato a vice-presidente, Aroldo Medina, reforçou o foco da campanha na segurança pública e afirmou que, se eleitos, atuarão com rigor contra as facções criminosas.
"Vou ligar para o presidente Renan Santos e vou dizer: 'presidente, dê o sinal verde'. Vamos botar aquela bandidagem toda a correr e inauguraremos uma nova era de ordem e progresso para o Brasil."
Medina também declarou, sem apresentar evidências, que Lula e Flávio Bolsonaro evitam debater com Renan Santos por receio de um confronto de ideias.
Primeira eleição do partido
Criado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), entre eles Renan Santos e o deputado Kim Kataguiri (União-SP), o Missão disputará pela primeira vez uma eleição presidencial. A legenda obteve registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no fim de 2025, após reunir mais de 800 mil assinaturas de apoio.
Além da chapa presidencial, o partido apresentou candidatos aos governos de nove estados. A convenção ocorre dentro do calendário eleitoral de 2026. Os partidos têm até 5 de agosto para oficializar seus candidatos, enquanto o registro das candidaturas deverá ser feito na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.
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