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ELEIÇÕES 2026
Congresso em Foco
20/8/2026 7:00
Uma sequência de reviravoltas nos últimos dias do prazo para registro das candidaturas redesenhou a eleição para o governo de Alagoas. O ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB), que chegou a comunicar a aliados e ao presidente Lula que pretendia disputar o Senado, voltou atrás e registrou candidatura ao governo. Do outro lado está Renan Filho (MDB), ex-governador, senador e ex-ministro dos Transportes, em uma disputa que começa concentrada nos dois nomes. Alagoas tem quatro candidatos registrados.
A mudança de planos de JHC ocorreu depois de dias de pressão política. A possibilidade de ele disputar o Senado contrariou especialmente o deputado Arthur Lira (PP-AL), também candidato à Casa, e deixou a oposição sem seu nome mais competitivo para enfrentar Renan Filho. A reação dos aliados levou JHC a retomar o projeto de concorrer ao Executivo estadual no último dia do prazo.
A decisão preservou um confronto que já vinha se desenhando durante a pré-campanha. Pesquisas colocaram JHC e Renan Filho como os dois principais nomes da eleição, e levantamentos recentes apontaram uma disputa competitiva entre eles.
Dois grupos de peso
JHC deixou a Prefeitura de Maceió depois de construir uma ampla aliança partidária. Sua coligação reúne legendas como PL, União Brasil e PP, além da federação PSDB-Cidadania. O ex-prefeito conta também com a articulação de Lira, um dos principais nomes da política alagoana em Brasília.
Renan Filho, por sua vez, tenta voltar ao Palácio República dos Palmares, que comandou antes de chegar ao Senado e de assumir o Ministério dos Transportes no governo Lula. O MDB está aliado ao PT e a outros partidos do campo governista federal.
A influência da eleição presidencial tende, por isso, a atravessar a disputa estadual. Renan Filho assumiu publicamente o apoio a Lula. No campo de JHC estão Lira e o PL de Alfredo Gaspar, escolhido candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. O ex-prefeito, porém, procurou durante a pré-campanha preservar alguma distância da polarização nacional.
Em Alagoas, a corrida pelo governo só ganhou sua configuração definitiva quando o relógio do registro de candidaturas já estava perto de parar. A decisão tomada por JHC nos últimos momentos do prazo impediu que Renan Filho chegasse à campanha sem o adversário que vinha polarizando com ele os levantamentos eleitorais.
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