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Congresso em Foco
24/8/2026 19:09
Durante coletiva de imprensa em São Paulo nesta segunda-feira (24), o presidente do Missão e candidato ao Planalto, Renan Santos, afirmou ter achado "sexy" ser chamado de agressivo por Augusto Cury (Avante), também concorrente à Presidência, durante o debate eleitoral da noite anterior.
"Eu acho sexy, precisa ser agressivo. Se a situação brasileira é dramática, não vai ser sendo calmo e plácido que eu vou resolver ela, nem que eu vou ativar as pessoas indignadas", disse o presidenciável. Para Renan, uma postura mais incisiva é necessária para "despertar" o eleitor diante dos problemas do país.
Veja a fala:
Renan também retomou as críticas ao presidente Lula e a Flávio Bolsonaro por não terem participado do debate. "É uma eleição da impunidade. É uma eleição que nega o debate, porque eles não querem que as pessoas não falem de política. O que a imprensa está fazendo aqui comigo é um trabalho sério da democracia, de poder avaliar um candidato que tem opiniões. Eles não querem fazer isso", disse.
O candidato do Missão acusou os dois adversários de evitarem o confronto para não serem questionados sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. "Essa eleição foi construída pelo Banco Master (...) para fazer com que o Lula ou o Flávio vençam, porque ambos estiveram, em alguma medida, na folha de pagamento do Master".
Na avaliação de Renan Santos, a ausência dos dois favorece uma campanha com menor confronto de ideias. Segundo ele, sem o debate, "as pessoas ficam calmas, quietas, sonolentas, e vão para a eleição igual um boizinho vai para o batedouro", o que ele considera inaceitável.
"Agressividade que assombra"
Durante o debate, após Renan se referir aos eleitores de Lula que estão fora do Bolsa família de "canalhas", Augusto Cury lhe direcionou a fala, criticando o tom agressivo adotado em sua campanha. "Você tem um nível de agressividade que me assombra", comentou.
O candidato do Avante enfatizou que "agressividade asfixia a capacidade das pessoas terem as suas próprias opiniões", e que o regime democrático pressupõe divergências sobre ideias desde que com respeito aos indivíduos, e que não se pode "transformar a pessoa numa escória humana".
Veja o momento:
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