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Confusão na arquibancada
Congresso em Foco
31/8/2026 | Atualizado às 11:40
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) reagiu ao episódio em que uma criança, torcedora do Corinthians, foi hostilizada após receber uma camisa de Neymar na Neo Química Arena.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan chamou os envolvidos de "bandidos" e afirmou que, caso seja eleito, seu governo vai "destruir" grupos desse tipo.
O episódio ocorreu neste domingo (30), depois da vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Neymar entregou a camisa usada na partida a um garoto corintiano que havia levado ao estádio um cartaz no qual dizia ser torcedor do clube paulista, mas fã do atacante.
Após receber o presente, a criança e a família foram hostilizadas por outros torcedores e precisaram deixar o estádio escoltadas por policiais e seguranças.
Ao comentar o caso, Renan classificou a atitude como exemplo de violência praticada por uma minoria e afirmou que os responsáveis não representam a torcida do Corinthians.
"Eles não são a maioria das pessoas que estão no estádio. Eles não são a maioria da torcida do Corinthians. São um pequeno grupo de pessoas que existem em todos os lugares. Eles são o bandido. E são essas pessoas, que são sempre a minoria, que o meu governo vai destruir."
Renan defende leis mais duras
No vídeo, o candidato também usou o episódio para defender o endurecimento da legislação contra pessoas que praticam violência. Segundo ele, medidas mais rigorosas seriam necessárias para proteger vítimas como a mãe e a criança.
"Quando eu falo que as nossas leis têm que ser duras, é para proteger a mãe e esse menino de vagabundos como esses caras."
Sem apresentar informações sobre a identidade ou o histórico dos envolvidos na confusão, Renan afirmou ainda que os responsáveis pela hostilização seriam "provavelmente" pessoas capazes de praticar outros crimes.
O candidato disse que poderiam ser os mesmos que "assaltam na rua" ou "batem na namorada".
Renan também afirmou que o episódio mostra, em sua avaliação, que o Brasil está "doente" e disse que pretende combater esse tipo de comportamento caso chegue à Presidência.
Menino deixou estádio escoltado
Vídeos do episódio mostram o garoto emocionado depois de receber a camisa de Neymar e, posteriormente, a confusão na arquibancada. A família precisou ser retirada da área acompanhada por policiais.
Após a partida, Neymar explicou que decidiu entregar a camisa porque havia prometido o presente à criança. O jogador ressaltou que o garoto poderia ser corintiano e, ao mesmo tempo, admirar um atleta de uma equipe rival.
Corinthians repudia episódio
O Corinthians também se manifestou sobre o caso e repudiou o comportamento agressivo contra a criança na Neo Química Arena. Em nota, o clube afirmou que a paixão pelo futebol, a rivalidade entre equipes e a emoção das arquibancadas não podem se sobrepor ao respeito, à educação e à segurança dos torcedores.
O clube destacou ainda a importância da torcida em sua história e afirmou que comportamentos agressivos não representam os valores que pretende preservar no estádio, especialmente quando envolvem crianças.
"Dentro e fora de campo, há limites que não podem ser ultrapassados. Agressividade contra uma criança é um deles."
Na manifestação, o Corinthians também ressaltou que a Fiel tem papel fundamental na formação de novas gerações de torcedores e defendeu que o ambiente no estádio seja marcado por acolhimento e respeito.
Ao final, o clube afirmou esperar que episódios semelhantes não voltem a ocorrer e reforçou seu compromisso com um ambiente "cada vez mais seguro, respeitoso e acolhedor para todos os corinthianos".
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