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RIO DE JANEIRO
Congresso em Foco
3/9/2026 | Atualizado às 9:13
O deputado federal Ricardo Abrão (PSDB-RJ) foi alvo nesta quinta-feira (3) de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão domiciliar e pessoal contra o parlamentar. A Justiça também autorizou o acesso aos dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. A ordem foi expedida pelo ministro Flávio Dino, do STF.
A ação é um desdobramento de investigação iniciada em outubro de 2024, quando 24 pessoas foram presas em flagrante. Na ocasião, foram apreendidos R$ 63 mil em espécie que, segundo as investigações, seriam usados para compra de votos.
A apuração avançou em fevereiro de 2025 com a Operação Astreia, que teve entre os alvos Abraão Davi Neto, o Abraãozinho (PL), prefeito de Nilópolis e primo de Ricardo Abrão. O caso envolve suspeitas de compra de votos, fraude à cota de gênero, desvio de recursos eleitorais e lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, novos indícios apontaram que Ricardo Abrão teria atuado como financiador da captação ilícita de votos em benefício do grupo investigado.
Quem é e o que diz o deputado
Advogado, empresário e ex-presidente da Beija-Flor de Nilópolis, Ricardo Abrão assumiu uma cadeira na Câmara em abril de 2025, após a cassação do mandato de Chiquinho Brazão, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. Antes, exerceu dois mandatos de deputado estadual no Rio de Janeiro e foi secretário municipal. É filho do ex-prefeito de Nilópolis Farid Abrão David e sobrinho de Aniz Abraão David, o Anísio, presidente de honra da Beija-Flor. Ricardo Abrão é candidato à reeleição este ano.
Em nota, o deputado ressaltou que não foi candidato em 2024. "Recebi com estranheza a operação deflagrada pela Polícia Federal. Esclareço que não participei como candidato nas eleições de 2024. Estou tranquilo e à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários."
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