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Política
Congresso em Foco
10/9/2026 | Atualizado às 11:52
A candidata ao Senado e ex-ministra de Lula Simone Tebet (PSB) usou na quarta-feira (9) as investigações sobre o Banco Master para defender uma participação maior das mulheres na política e nos espaços de poder. Segundo ela, não há uma líder ou política mulher envolvida no esquema.
Tebet fez questão de ressalvar que mulheres também cometem erros e irregularidades e devem ser responsabilizadas quando isso ocorre, mas sustentou que o episódio reforça a necessidade de ampliar a representação feminina.
"Você viu que no maior esquema de corrupção da história do Brasil, com o Banco Master, não tem uma líder, não tem uma política envolvida?", questionou Tebet. "Não que nós não tenhamos erros, não que nós não cometemos irregularidades e tenhamos que ser punidas por isso, mas isso mostra o quanto que nós precisamos de mais mulheres na política."
Em debate na Band, a ex-ministra citou nominalmente Alexandre de Moraes, André Mendonça, Flávio Bolsonaro (PL) e Ciro Nogueira (PP-PI) ao sustentar que não pode haver tratamento diferente para autoridades.
Ao comentar o caso Banco Master, Tebet também relacionou a crise à necessidade de reformas no Judiciário e no Legislativo, defendeu limites às decisões monocráticas de ministros e afirmou que emendas parlamentares servem de "fontes de corrupção".
A candidata defendeu uma reforma nos dois Poderes, redução das emendas parlamentares, fim da vitaliciedade dos ministros do STF, mandatos de 12 anos na Corte e mecanismos para impedir que decisões individuais de ministros permaneçam em vigor por longos períodos sem análise colegiada.
Tebet defendeu que determinações monocráticas sejam submetidas rapidamente ao colegiado. "Decisão monocrática de juiz, de ministro, tem que, no máximo em cinco dias, 48 horas de preferência, ir para o plenário, porque a decisão tem que ser coletiva", afirmou.
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