Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. MP aciona PF após Rico Melquíades ameaçar demitir funcionária petista

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Crime eleitoral

MP aciona PF após Rico Melquíades ameaçar demitir funcionária petista

Ministério Público Eleitoral vê possível coação eleitoral em vídeo publicado pelo influenciador.

Congresso em Foco

14/9/2026 12:52

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O Ministério Público Eleitoral (MPE) em Alagoas pediu que a Polícia Federal (PF) investigue um vídeo publicado pelo influenciador Rico Melquiades no qual ele questiona funcionárias sobre suas preferências políticas e afirma demitir uma delas após associá-la ao PT.

Rico chegou a lançar neste ano uma pré-candidatura a deputado federal por Alagoas pelo PSDB. Filiado ao partido desde abril, ele desistiu de concorrer em julho, alegando compromissos profissionais e um contrato com uma emissora de televisão incompatível com a campanha eleitoral.

No vídeo que motivou a atuação do Ministério Público, o influenciador aparece ao lado de funcionárias e começa perguntando quem paga o salário delas. Depois que uma delas responde "você", Rico afirma que não quer petistas trabalhando no local.

Na sequência, ele passa a questionar as trabalhadoras sobre suas preferências políticas. Uma delas diz que já foi petista, mas que não é mais. Ao abordar outra funcionária, o influenciador associa a mulher ao partido e anuncia a demissão.

"Você vai ser PT, Manuela? [...] Tá demitida. Tá demitida. [...] Traga sua carteira, já demitida. [...] E quem paga ele não é o PT. Vai para o PT. Vai para a rua."

Ministério Público vê possível coação eleitoral

O caso é analisado pelo Ministério Público Eleitoral com base no artigo 301 do Código Eleitoral.

O dispositivo considera crime usar violência ou grave ameaça para obrigar alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido, ainda que a pressão não produza o resultado pretendido.

A pena prevista é de até quatro anos de reclusão, além de multa.

O procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, afirmou que a situação precisa ser investigada diante da possibilidade de uso da relação de trabalho para interferir na escolha política das funcionárias.

Para o Ministério Público, a posição de empregador e o poder econômico não podem ser utilizados como instrumentos de pressão sobre o eleitor.

O órgão também destacou que uma eventual alegação de que a cena seria uma brincadeira não afasta, por si só, a necessidade de apuração. A ameaça de perda do emprego em razão de uma escolha política pode representar constrangimento sobre a liberdade de voto.

Justiça Eleitoral

Além do encaminhamento para investigação criminal pela PF, o Ministério Público Eleitoral informou que pretende levar o episódio à Justiça Eleitoral para buscar medidas destinadas a impedir a continuidade ou repetição de condutas semelhantes.

O MPE ressaltou ainda que o voto é secreto e que trabalhadores não são obrigados a revelar a seus empregadores em quem pretendem votar ou qual partido apoiam.

A relação de emprego não pode ser utilizada para interferir na liberdade política do eleitor.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

coação eleitoral Rico Melquiades Alagoas Ministério Público eleições 2026

Temas

Política

LEIA MAIS

Eleições

Lula diz que Flávio "nasceu na milícia e tem escritório com o Careca"

PESQUISA ELEITORAL

Quaest: Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno

Justiça Eleitoral

TRE/SP libera vídeo em que Pavanato chama Erika de "travesti do Lula"

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES