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Eleições
Congresso em Foco
4/10/2026 19:37
Os eleitores de Goiás escolheram neste domingo (4) o governador interino Daniel Vilela (MDB) para um novo mandato de 2027 a 2030. A vitória foi confirmada pela Justiça Eleitoral com 90,14% das urnas apuradas. Ele obteve 58,82% dos votos válidos, equivalente a 1.920.907 votos. Ele é sucessor do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), candidato ao Planalto.
Na sequência ficaram Wilder Morais (PL), com 22,21%, e Luis Cesar Bueno (PT), com 9,75%.
A corrida pelo Palácio das Esmeraldas colocou em disputa a permanência de Daniel Vilela (MDB), o retorno de Marconi Perillo (PSDB) e a candidatura do senador Wilder Morais (PL).
Também participaram Luciana Amorim (UP) e Danilo da Silva (PCO).
Antes da votação, Daniel liderava as pesquisas de intenção de voto na reta final da campanha, seguido por Wilder e Marconi, que apareciam em empate técnico.
Embate
A eleição de 2026 reuniu três candidaturas com posições distintas na história política recente de Goiás.
Daniel Vilela chegou às urnas já no comando do estado. Vice-governador desde 2023, assumiu definitivamente o Palácio das Esmeraldas em abril de 2026, após a saída de Ronaldo Caiado para disputar a Presidência da República.
Filho de Maguito Vilela, que governou Goiás entre 1995 e 1998, Daniel foi vereador de Goiânia, deputado estadual e deputado federal. Também disputou o governo em 2018 e, quatro anos depois, foi eleito vice na chapa de Caiado. Em 2026, buscou transformar em mandato próprio o governo que herdou do antecessor, defendendo a continuidade da administração.
Marconi Perillo, por sua vez, tentou retornar ao cargo oito anos depois de deixar o Executivo estadual. O tucano venceu quatro eleições para governador, em 1998, 2002, 2010 e 2014, e comandou Goiás de 1999 a 2006 e novamente de 2011 a 2018. Também exerceu mandatos de deputado estadual e senador.
Wilder Morais entrou na disputa durante o mandato de senador, iniciado em 2023. Empresário e ex-secretário estadual, o candidato do PL buscou se apresentar como alternativa tanto à continuidade representada por Daniel e pelo grupo de Caiado quanto ao retorno de Marconi ao Palácio das Esmeraldas.
A disputa colocou, assim, de um lado um governador recém-empossado e herdeiro de uma família tradicional da política goiana; de outro, um ex-governador em busca do quinto mandato; e, ainda, um senador que tentava romper com dois grupos que já comandaram o estado.
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