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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
29/9/2026 18:51
Com menos de uma semana para o primeiro turno das eleições, dois candidatos aparecem nas pesquisas eleitorais como os principais nomes na disputa por uma vaga no segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula integra a extensa lista de presidentes católicos romanos do Brasil. Flávio, caso vença a eleição, será o primeiro protestante escolhido por voto direto para comandar o país.
Dos 36 presidentes que tomaram posse no Brasil, 28 eram católicos romanos. O grupo inclui todos os eleitos na Nova República, com exceção de Fernando Henrique Cardoso, agnóstico. Além dele, Getúlio Vargas foi o único agnóstico a exercer a presidência. Michel Temer, que assumiu o cargo durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff e permaneceu no Palácio do Planalto após o afastamento definitivo da petista, também era católico romano, adepto da corrente maronita.
Apenas dois presidentes eram evangélicos, e nenhum chegou ao cargo por voto popular direto para a presidência. O primeiro foi Café Filho, protestante presbiteriano eleito vice-presidente em 1950. Na época, presidente e vice eram escolhidos separadamente. Em 1954, ele assumiu o Palácio do Catete após o suicídio de Getúlio Vargas.
Ernesto Geisel, quarto presidente do regime militar, também era evangélico, de formação luterana. Ele chegou ao cargo por eleição indireta, escolhido pelo Congresso Nacional durante a ditadura militar.
Quatro presidentes não tinham religião declarada: Carlos Luz, José Linhares, Epitácio Pessoa e Washington Luís. Os dois últimos da lista nasceram e foram educados durante o período imperial, quando o catolicismo romano era a religião oficial do Brasil.
Religião de Flávio
Apesar de ser filho de pai católico, Flávio Bolsonaro se apresenta como evangélico desde o início da vida pública. Ao longo dos anos, participou de cerimônias de batismo conduzidas por pastores protestantes, incluindo duas no rio Jordão, em Israel, e uma na Igreja Comunidade das Nações, em Brasília.
O batismo na Comunidade das Nações, em 2024, marcou o início do movimento intenso de aproximação de Flávio com lideranças evangélicas. Mais recentemente, a relação com a igreja também passou a trazer complicações junto ao eleitorado católico.
A Comunidade das Nações é chefiada pelo bispo J.B. Carvalho, autor de um livro no qual defende a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A posição do líder religioso ajudou a alimentar o rumor de que Flávio, caso eleito, adotaria a mesma posição. O candidato negou o boato, enquanto Lula explorou o episódio ao longo da última semana.
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