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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
7/10/2026 20:16
A executiva nacional do Republicanos formalizou nesta quarta-feira (7) o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno à presidência da República. O partido, que fez parte da coligação de Jair Bolsonaro em 2022, forma a segunda bancada da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a sair da neutralidade mantida no primeiro turno.
Apesar da adesão formal, o presidente do partido, deputado Marcos Pereira (SP), informou que não se trata de um apoio incondicional e que serão respeitadas "eventuais particularidades locais". O congressista citou como exemplos os diretórios da Paraíba e de Pernambuco, que declararam apoio a Lula durante o primeiro turno.
O partido condicionou o apoio a Flávio Bolsonaro a uma agenda de reformas e compromissos de governo. Marcos Pereira citou a demanda por uma reforma administrativa, reforço à responsabilidade fiscal, fortalecimento da autonomia municipal, participação da União na segurança pública e maior segurança jurídica para o setor privado.
"O trabalhador acorda de madrugada, pega a condução lotada, cumpre a sua parte e vê o Estado cobrar muito e devolver pouco. Ele não pede favor ao Estado, ele pede respeito. E é por ele que precisamos, por esse cidadão que pede respeito da reforma administrativa, do fim dos privilégios, para ter um Estado que custe menos e entregue mais", disse.
"Não é um cheque em branco"
Ao formalizar a adesão, Marcos Pereira ressaltou que o apoio do Republicanos "não é um cheque em branco" e cobrou de Flávio Bolsonaro disposição para governar também para sua futura oposição.
"O voto de milhões de brasileiros dá poder, mas dá, antes de tudo, responsabilidade. Se o povo lhe confiar o mandato no dia 25 de outubro, você terá de governar também para quem votou em outro candidato. E olhar nos olhos de quem pensa é diferente", afirmou o dirigente.
Pereira enfatizou que Flávio poderá contar com a sigla "nas reformas, na responsabilidade fiscal, nos municípios, na segurança", ao mesmo tempo em que receberá "a nossa franqueza". "Onde o interesse do Brasil exigir, vamos divergir, olhando nos seus olhos", completou.
O presidente do Republicanos reiterou que o candidato terá a "obrigação histórica de reconstruir pontes, porque o Brasil está cansado de viver em guerra, de ver irmão contra irmão, família contra família na mesa do almoço de domingo".
Segunda adesão
Com 41 deputados eleitos, o Republicanos forma a segunda bancada da base do governo Lula a declarar apoio a Flávio. Na terça-feira (6), foi a vez da federação PP-União Brasil, que ocupará 87 vagas na Câmara em 2027. No primeiro turno, os três partidos haviam liberado seus diretórios estaduais para apoiar a candidatura mais conveniente para as disputas locais.
A neutralidade dos partidos de centro e centro-direita era estratégica e servia para fortalecer suas bancadas no Legislativo e as campanhas aos governos estaduais em uma disputa na qual Lula aparecia como preferido nas pesquisas eleitorais. No domingo (4), o cenário mudou: Flávio chegou à liderança na disputa pelo Planalto no segundo turno, e o PL elegeu uma bancada de senadores que beira a metade da Casa.
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