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ELEIÇÕES

AO VIVO: Acompanhe o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band

Uma semana antes do segundo turno, candidatos participam do primeiro confronto direto da campanha, com perguntas e debate livre.

Congresso em Foco

18/10/2026 | Atualizado às 20:52

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participam neste domingo (18), às 20h15, do primeiro debate presidencial do segundo turno das eleições de 2026, promovido pela Band. O encontro acontece nos estúdios da emissora em São Paulo, a uma semana da votação marcada para o dia 25.

Este será o primeiro confronto direto entre os dois candidatos durante a campanha eleitoral. Lula e Flávio não participaram dos mesmos debates no primeiro turno, e o encontro deste domingo será a primeira oportunidade de ambos apresentarem suas propostas e confrontarem os programas de governo diante dos eleitores.

O debate será dividido em três blocos, com mediação dos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. A programação inclui perguntas dos apresentadores, questionamentos entre os candidatos e um período de 30 minutos de confronto livre.

Veja o debate:

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Pouco antes das 20h, os dois candidatos haviam chegado aos estúdios da Band. A equipe de transmissão informou em seguida que as perguntas começariam com um pequeno atraso, a partir das 20h15.

Segurança pública

O debate começou com questionamentos na área de segurança pública.

Flávio prometeu enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. Também defendeu o aumento das penas e a retomada de territórios dominados pelo crime organizado. "Eu vou construir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário, porque esses marginais vão ficar presos. Quem vai andar com medo na rua são eles", declarou.

Lula cobrou de Flávio apoio à PEC enviada pelo Executivo ao Congresso e criticou a atuação dos governos estaduais no combate à criminalidade. "Acontece que os Estados fracassaram. Nenhum Estado conseguiu resolver o problema da segurança pública", disse. O presidente também afirmou que a repressão deve alcançar tanto os criminosos que atuam nas comunidades quanto os integrantes das organizações instalados em regiões de maior poder aquisitivo.

O petista defendeu a atuação coordenada entre União, Estados e municípios para recuperar territórios dominados pelas facções. "E agora, se o Senado votar a PEC da Segurança, eu criarei imediatamente o Ministério da Segurança Pública", prometeu.

Economia

Na sequência, os candidatos foram questionados sobre suas soluções para o crescimento econômico e atração de investimentos no Brasil.

Lula citou a criação do MEI, a ampliação do acesso ao sistema bancário e a formação de reservas internacionais durante seus mandatos anteriores. "Muito dinheiro na mão de pouco significa pobreza e miséria, e pouco dinheiro na mão de muito significa distribuição de riqueza, distribuição de renda", declarou. O presidente também apontou as economias digital, verde e criativa como prioridades para o desenvolvimento do país.

Flávio relembrou a longevidade das últimas gestões petistas, e questionou os efeitos da política econômica sobre o poder de compra da população. "Há quanto tempo você não coloca uma carne, um pedaço de carne no seu freezer, no seu congelador, porque simplesmente não tem mais carne na sua casa?", perguntou.

O senador também responsabilizou os gastos federais pelo endividamento das famílias e alegou que sua passagem ao segundo turno provocou uma queda de 2% nos juros futuros, o que permitiria abrir espaço de mais de R$ 200 bilhões no orçamento em uma eventual gestão. "Eu vou ajudar você a pagar a sua dívida. Eu vou ajudar o governo a pagar a própria dívida", prometeu.

Escândalo do INSS

O escândalo dos descontos indevidos nas aposentadorias provocou uma troca de acusações entre os candidatos. Após Lula questionar Flávio Bolsonaro sobre seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o senador mudou de assunto e cobrou explicações sobre a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento no esquema.

Flávio mencionou a entrevista concedida pela empresária à CNN Brasil no sábado (17), na qual ela acusou o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de participar de negócios com ela e manifestou a intenção de fazer uma delação premiada. "Lula, é melhor você não botar a mão no fogo pelo seu filho, não, porque ela falou que o seu filho é sócio dela", declarou o senador.

Lula respondeu que seu filho está sujeito às investigações e negou qualquer interferência na atuação da Polícia Federal. "Se tiver investigação, se tiver problema, será investigado. Seja meu filho, seja meu irmão, qualquer um", declarou. O presidente também acusou o governo de Jair Bolsonaro de ter permitido a formação do esquema de fraudes e afirmou que sua gestão descobriu a organização criminosa e promoveu a prisão de seus integrantes.

O petista também cobrou explicações sobre a ligação entre empresas de Flávio e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais operadores do esquema. A Bravo Grafeno, da qual o senador é sócio, possui registro no mesmo endereço de empresas ligadas a Antunes, em Brasília. Flávio negou ter mantido um escritório conjunto com o empresário e rebateu a acusação: "A sua campanha está sendo a base da mentira".

Caso Master e Dark Horse

O escândalo do Banco Master provocou uma troca de acusações entre os candidatos. Lula cobrou explicações de Flávio Bolsonaro sobre o financiamento do filme Dark Horse, enquanto o senador questionou o presidente sobre uma reunião reservada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto.

Lula mencionou os R$ 134 milhões negociados por Flávio com Vorcaro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo as investigações da Polícia Federal, cerca de R$ 62 milhões foram efetivamente transferidos para a produção, em operações que levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro. "O que você fez com esse dinheiro? O que você fez? É só explicar", cobrou o presidente.

Flávio respondeu que já havia prestado esclarecimentos sobre os recursos e exaltou o pai. "Esse dinheiro foi para o filme do melhor presidente do Brasil que já existiu, que é Jair Messias Bolsonaro, você conhece? O melhor presidente do Brasil e vai ser um filme maravilhoso", declarou.

O senador também cobrou explicações sobre o encontro de Lula com Vorcaro em dezembro de 2024, do qual participaram ministros do governo e Gabriel Galípolo, que assumiria a presidência do Banco Central no mês seguinte. "O que você estava fazendo naquela reuniãozinha fechadinha?", questionou Flávio, que sugeriu um possível acordo para favorecer o Banco Master durante a transição de comando da autoridade monetária.

Lula respondeu que a prisão de Vorcaro ocorreu durante sua gestão e atribuiu ao governo Bolsonaro a expansão dos negócios do banqueiro. "Vocês fizeram ele um banqueiro e eu fiz ele um prisioneiro", declarou. Flávio rebateu que a prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, e acusou o presidente de tentar assumir o mérito da decisão judicial.

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