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Eleições
Congresso em Foco
20/10/2026 10:44
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que pretende perseguir homossexuais ou retirar direitos da comunidade LGBTQIA+ caso seja eleito. Em conversa com o influenciador Rico Melquiades, o candidato afirmou, em tom descontraído, que as pessoas poderão continuar exercendo livremente sua sexualidade.
Durante o encontro, Rico perguntou se, em um eventual governo de Flávio, os brasileiros continuariam podendo "dar o caneco", expressão popular utilizada para se referir ao sexo anal.
"Então, no seu governo, ninguém vai ficar sem poder dar o caneco?", questionou o influenciador.
"Pode dar à vontade", respondeu Flávio.
Na sequência, o candidato afirmou que sua responsabilidade como presidente seria garantir a segurança dos brasileiros, sem interferir na vida privada da população.
"Qual é a minha obrigação como homem público e presidente da República? Eu tenho que garantir que você vai dar o seu caneco e não vai ser assaltado no caminho. Até você chegar no local onde você quer ser feliz."
Flávio nega perseguição à comunidade LGBTQIA+
A conversa começou com um questionamento direto de Rico sobre a possibilidade de perseguição a homossexuais em um eventual governo do senador.
Flávio negou e afirmou que não pretende interferir na intimidade dos brasileiros.
"Como assim eu vou perseguir gay? De onde surgiu isso? Eu fico até com dificuldade de entender. E é lógico que não existe isso. Eu tô preocupado em levar prosperidade pra todo mundo, respeitar todo mundo."
O candidato também defendeu que questões relacionadas à intimidade não devem ser objeto de interferência do governo.
Candidato promete preservar direitos conquistados
Rico também questionou Flávio sobre a manutenção de direitos conquistados pela comunidade LGBTQIA+, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a união estável e a herança.
O senador garantiu que essas proteções legais seriam mantidas caso assumisse a Presidência.
"Pode ficar tranquilo. É consagrado o direito. O direito de união estável, pra dividir o patrimônio, pra deixar a herança. Isso aí ninguém mexe. Ninguém mexe. Impossível, tá? A lei tá valendo. A lei vai continuar valendo."
No Brasil, o STF reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo em 2011.
Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que cartórios não poderiam recusar a celebração de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo.
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