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Eleições
Congresso em Foco
25/10/2026 7:00
O Brasil volta às urnas neste domingo (25) para decidir quem ocupará a presidência da República pelos próximos quatro anos. O segundo turno das Eleições 2026 coloca frente a frente o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorre pela primeira vez ao Palácio do Planalto.
A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. Além da disputa presidencial, eleitores de cinco Estados e do Distrito Federal também escolherão seus governadores.
Eleitores retornam hoje às urnas porque nenhum dos candidatos à presidência alcançou mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Segundo os resultados divulgados pelo TSE, Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
Quarto mandato
Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, nasceu em Garanhuns, Pernambuco, e disputa a eleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Presidente entre 2003 e 2010, Lula retornou ao Palácio do Planalto em janeiro de 2023 e atualmente exerce seu terceiro mandato. Agora, busca a reeleição para permanecer na presidência entre 2027 e 2030.
O candidato a vice na chapa é o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de 73 anos, médico e ex-governador de São Paulo. A candidatura de Lula integra a coligação Brasil Pronto pra Mais. Na urna, Lula aparece com o número 13.
A trajetória política de Lula começou no movimento sindical do ABC paulista. Metalúrgico, tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e ganhou projeção nacional durante as greves do final dos anos 1970 e início da década de 1980. Foi um dos fundadores do PT e disputou sua primeira eleição presidencial em 1989.
Depois de derrotas em eleições anteriores, venceu pela primeira vez a disputa pelo Palácio do Planalto em 2002. Foi reeleito em 2006 e deixou o cargo ao final de 2010. Retornou à presidência após vencer a eleição de 2022.
O programa de Lula propõe combinar controle fiscal com crescimento econômico, ampliação de investimentos públicos, políticas sociais e valorização da renda. Entre as prioridades estão maior progressividade tributária, jornada semanal de até 40 horas sem redução salarial, valorização do salário mínimo, infraestrutura, reindustrialização e energia renovável.
Lula também pretende fortalecer programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Pé-de-Meia, ampliar creches e ensino integral, reforçar o combate ao crime organizado e a atuação federal na segurança pública, além de avançar em políticas ambientais com a meta de desmatamento zero até 2030.
Primeira candidatura
Do outro lado da urna está Flávio Bolsonaro, de 45 anos, candidato do Partido Liberal (PL). Advogado e senador pelo Rio de Janeiro, ele nasceu em Resende, no interior fluminense, e concorre pela primeira vez à presidência da República. Seu número na urna é 22.
Flávio iniciou sua trajetória eleitoral no Rio de Janeiro. Foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2002 e permaneceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro por quatro mandatos. Em 2018, deixou a disputa estadual para concorrer ao Senado.
Eleito senador pelo Rio de Janeiro naquele ano, passou a exercer o mandato em fevereiro de 2019. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio chega à disputa pelo Palácio do Planalto depois de construir sua trajetória política principalmente no Legislativo fluminense e no Senado.
A chapa tem como candidato a vice-presidente o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), de 56 anos. Advogado e ex-integrante do Ministério Público estadual, atuou como promotor e procurador-geral de Justiça. Na Câmara, ficou conhecido por sua atuação como relator na CPMI do INSS.
O programa de Flávio Bolsonaro propõe reduzir o tamanho do Estado e controlar com maior rigor os gastos públicos, com diminuição de ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas. O plano também prevê redução de impostos, simplificação regulatória e novas modalidades de contratação.
Na segurança, defende combate ao crime organizado, reforço das fronteiras e classificação de facções como PCC e Comando Vermelho como organizações narcoterroristas. Na educação, propõe maior preparação para o mercado de trabalho, educação integral e expansão de escolas militares. Em relação ao meio ambiente, associa conservação e desenvolvimento econômico, com uso sustentável dos recursos naturais e medidas relacionadas a eventos climáticos extremos.
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