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Congresso em Foco
31/1/2022 7:56
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De 31 de janeiro a 04 de fevereiro de 2022 |
Bolsonaro visitará o Pólo Gaslub, da Petrobras, em Itaboraí. Foto: Petrobras[/caption]
O presidente Jair Bolsonaro para duas cidades do estado do Rio de Janeiro para conhecer projetos de produção e distribuição de gás natural.
O presidente embarca às 7h em Brasília rumo à cidade de Itaboraí. Lá, ele fará, às 9h45, a pré-partida da Unidade de Processamento de Gás Natural do Pólo Gaslub, da Petrobras. O Pólo Gaslub Itaboraí substitui o Complexo Petroquímico na região metropolitana do Rio de Janeiro. A unidade de processamento de gás natural é parte do complexo do Pólo.
Às 10h20, Bolsonaro sai de Itaboraí para São João da Barra, onde fará o lançamento da pedra fundamental da Usina Termelétrica Gás Natural Açu II. A usina tem previsão de início de operação comercial em janeiro de 2025. A GNA – Gás Natural Açu – é uma joint-ventura formada pelas empresa Prumo Logística, bp, Siemens e SPIC Brasil, dedicada ao desenvolvimento, implantação e operação de projetos de energia a gás.
Relator do Orçamento, Hugo Leal conduzirá as reuniões para discutir a derrubada dos vetos de Bolsonaro. Foto: Agência Câmara[/caption]
O Congresso retoma os trabalhos depois do recesso na quarta-feira (2). Neste dia, está prevista somente uma sessão solene para a reabertura do ano legislativo. Ainda antes disso, há a expectativa que o relator da lei orçamentária, Hugo Leal (PSD-RJ) reúna-se com outros integrantes da Comissão de Orçamento para discutir a derrubada dos vetos impostos pelo presidente sobretudo em alguns gastos na área social.
A derrubada mais provável é no corte de R$ 988 milhões que Bolsonaro determinou nos recursos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Outro veto que se prevê será derrubado é o que estabeleceu o Fundo Eleitoral em R$ 4,9 milhões. A previsão é que o Congresso retome o valor que estava previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias: R$ 5,7 bilhões.
Para repor esses valores, o Congresso deverá se valer de PLNs, que são proposições do Poder Executivo exclusivas para dispor sobre matéria orçamentária.
Um outro veto que se prevê será derrubado assim que o Congresso retomar as suas atividades é que Bolsonaro determinou sobre o Refis para microempresas. No mês passado, logo depois que teve alta do hospital no início do ano quando ficou internado por conta de uma obstrução interstinal, o próprio presidente defendeu a derrubada do seu próprio veto. O veto era defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
Na quinta-feira (27), os diretores da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) se reúnem para deliberar sobre o calendário de ações para exigir do governo federal o reajuste dos salários de suas categorias. A federação soma mais de 200 mil servidores públicos federais de órgãos que incluem a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Seguridade Social (Inss).
A tendência a partir desta semana é de intensificação tanto na luta por reajustes por parte da Fenasps quanto dos demais ramos do serviço público federal, em especial os vinculados à Receita e ao Banco Central. Todas as categorias demonstraram insatisfação com a postura do presidente Jair Bolsonaro de não apenas confirmar a preferência ao reajuste exclusivo para os policiais, como por prometer um reajuste no Orçamento de 2023, medida vedada por lei.
Antonio Anastasia deve deixar o Senado esta semana para assumir uma vaga no TCU. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado[/caption]
Ainda esta semana, o senador Antonio Anastasia (PSD-MG) deve renunciar ao seu mandato para assumir o posto de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). No final do ano passado, Anastasia venceu votação dos colegas senadores para a vaga, em um processo em que derrotou fragorosamente o então líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Por conta da derrota, ao avaliar que tinha sido abandonado pela própria base de Bolsonaro na votação, Bezerra Coelho renunciou ao cargo de líder do governo que ocupava. O cargo está vago desde então.
Com a renúncia de Anastasia, assumirá a vaga no Senado seu suplente, Alexandre Silveira, também do PSD de Minas Gerais. E poderá haver uma situação inusitada. Silveira pode virar senador e na sequência se tornar o novo líder do governo. No início do ano, o suplente de Anastasia foi sondado nesse sentido, e afirmou que não poderia aceitar as sondagens porque ainda não era senador.
JUDICIÁRIO
Barroso é o relator da ação do PTB que questiona as federações partidárias. Foto: Carlos Moura/SCO-STF][/caption]
Além do Legislativo, o Judiciário também retoma esta semana os seus trabalhos após o recesso. E o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá, já na retomada, analisar uma ação do PTB que questiona a constitucionalidade das federações partidárias.
O relator da ação é o ministro Luís Roberto Barroso, que é também o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação é o segundo ítem da pauta na retomada do STF, na quarta-feira. E a expectativa é que seja julgada somente na quinta-feira (3).
As federações partidárias são um instrumento previsto na reforma eleitoral aprovada no ano passado pelo Congresso e chancelada pelo TSE. Trata-se de uma união entre partidos diferente das coligações que aconteciam em eleições passadas. Nas coligações, os partidos uniam-se somente para as eleições e essa união podia ser desfeita logo em seguida. No caso das federações, caso os partidos se unam, eles terão de permanecer unidos pelos quatro anos da legislatura.
Como há ainda muitas dúvidas sobre como as federações funcionarão, os próprios partidos interessados na união – casos, por exemplo, de PT, PSB, PCdoB e PV – estão defendendo que haja pelo menos um adiamento dos prazos para o registro. O PL do presidente Jair Bolsonaro também discute a possibilidade de formar uma federação com o PP e o Republicanos. E o PSDB discute uma união com o Cidadania.
Antes disso, o STF julgará a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (APDF) 635, que questiona a letalidade de ações policiais nas favelas cariocas durante a pandemia de covid-19. A ação é movida pelo PSB, pela Defensoria Pública e instituições da sociedade civil. O processo foi iniciado no ano passado, mas o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas.Temas
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