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Novo mandato
Congresso em Foco
27/10/2026 15:10
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu nesta terça-feira (27) a participação de partidos do Centrão no novo governo de Lula, mas destacou que quem ocupar espaço no Executivo deve apoiar o governo nas votações no Congresso.
"Eu defendo que participem e dialoguemos para isso. Porém, tem que ser uma participação efetiva, não é meia participação, não é meia governabilidade, tem que ser governabilidade integral e total", afirmou em coletiva de imprensa ao lado de Pedro Uczai (PT-SC), líder do PT na Câmara.
José Guimarães criticou o modelo em que uma legenda ocupa ministérios e, ao mesmo tempo, vota contra propostas do Planalto. "Não pode, por exemplo, o partido ter três ministérios e votar sempre contra o governo. Eu, se depender de mim, acho que isso é errado."
Questionado sobre partidos que possam se declarar independentes mesmo tendo integrantes na administração, Guimarães reforçou o recado: "Pode ser independente, mas quem estiver no governo tem que votar para o governo".
Guimarães defendeu uma coalizão ampla, mas afirmou que a relação com os partidos deverá funcionar sob novos parâmetros. "Nós precisamos construir um governo com muitas alianças, mas com nitidez política", disse.
Pautas prioritárias
O ministro também listou algumas das prioridades para a reta final dos trabalhos no Congresso. Entre elas estão a PEC da Segurança Pública, a tarifa zero no transporte público, as medidas relacionadas às bets e o Orçamento.
Sobre segurança, a bancada defende retirar da PEC a discussão sobre redução da maioridade penal, por considerar que o assunto deve ser tratado separadamente.
A tarifa zero recebeu atenção na coletiva. Guimarães afirmou que o governo pretende manter a proposta e negociá-la com Câmara e Senado. "Essa é uma política pública fundamental que atende as ruas", declarou.
"A PEC da tarifa zero é fundamental e nós vamos aprová-la porque interessa ao Brasil a questão da mobilidade urbana e para os trabalhadores."
No caso das bets, para o ministro, o resultado eleitoral reforçou a necessidade de avançar sobre o tema. "A sociedade disse que é a favor do fim das bets. Nós não vamos abrir mão disso", afirmou. A bancada também colocou entre suas prioridades o PLP 265/2025, relacionado à utilização de recursos excedentes dos royalties e do Fundo Social do pré-sal para financiar a educação em tempo integral.
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