Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. O naufrágio de Flávio não precisa levar seus aliados junto

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Editorial

O naufrágio de Flávio não precisa levar seus aliados junto

Na democracia, perder faz parte. Afundar junto não é obrigação.

Congresso em Foco

28/10/2026 7:56

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Há uma regra elementar na vida, aprendida ainda na infância: é preciso saber ganhar e, sobretudo, saber perder. Na política, não é diferente.

A democracia não é um regime feito apenas para vencedores. Sua grandeza está também em assegurar aos derrotados o direito de continuar defendendo suas ideias. Perder uma eleição não diminui a biografia de ninguém. Muitas vezes, é na derrota que se revela a estatura de um líder.

Por isso, a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil, dois dias depois de perder a eleição presidencial, é um episódio tão grave quanto decepcionante. O senador, sufragado por quase 60 milhões de almas, tinha diante de si uma extraordinária responsabilidade política. Poderia organizar a oposição, representar seus eleitores e demonstrar que a democracia também se constrói fora do poder. Preferiu partir. Preferiu fugir.

E aqui está um aspecto político especialmente preocupante (quanto ao jurídico, ele que se acerte com a Justiça). Mas o fato é que milhões de brasileiros não votaram apenas em Flávio Bolsonaro. Elegeram deputados, senadores e governadores identificados com seu projeto político. São representantes legítimos, com mandatos a exercer e compromissos a honrar.

Que mensagem lhes transmite a partida daquele que pretendia liderá-los? Esses correligionários não podem ficar politicamente órfãos, tampouco devem ter sua atuação condicionada às decisões de alguém que escolheu permanecer fora do país. Seus mandatos não desapareceram com a derrota presidencial. Nem suas responsabilidades.

Há, portanto, algo profundamente constrangedor nessa situação. Não apenas para o fujão, mas para seus aliados, agora confrontados com a necessidade de explicar a atitude mesquinha daquele que pretendia governar o Brasil.

Aos eleitores e representantes desse campo político, cabe preservar a legitimidade de suas escolhas e a autonomia de sua atuação.

Eventuais revelações judiciais dizem respeito a quem praticou os fatos, não a todos os que dividiram um palanque.

E convém lembrar que nenhum projeto político deve ter seu destino atrelado à sorte de um único comandante.

O Titanic também parecia uma embarcação invencível, até que um iceberg lhe apresentou a realidade.

Na democracia, perder faz parte. Afundar junto não é obrigação.

Flávio abandona o barco, mas ninguém é obrigado a afundar.

Flávio abandona o barco, mas ninguém é obrigado a afundar.Gerada por IA

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

EUA eleições 2026 flavio bolsonaro trump estados unidos Lula

Temas

Política Congresso

LEIA MAIS

DECISÃO UNÂNIME

TSE arredonda votação e Psol-Rede supera cláusula de barreira

SENADOR EM FUGA

STF desmente buscas na casa de Flávio após fuga para os Estados Unidos

Rota de fuga

Flávio está a caminho de Miami após deixar Brasil pela Argentina

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES