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Congresso em Foco
28/10/2026 19:52
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), declarou nesta quarta-feira (28) que não pode confirmar a existência de fraude na eleição presidencial do último domingo (25). Coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marinho afastou efeitos práticos da carta em que o ex-candidato contestou o resultado do segundo turno e reivindicou a vitória na disputa.
Questionado se concordava com a acusação de fraude apresentada pelo aliado, Marinho respondeu: "Eu não posso fazer essa afirmação, eu não tenho provas". O senador acrescentou: "Agora, é evidente que se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas".
Para o senador, a carta não configura uma tentativa de ruptura institucional, mas sim o "desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado, que foi retirado do seu país pelas circunstâncias, pelas contingências que todos vocês já sabem, e certamente está extremamente abalado no processo".
Apesar de negar a tese de ilegitimidade do processo eleitoral, Marinho manteve as acusações de seu partido contra o governo Lula durante o pleito. "Agora, de fato, houve abuso de poder econômico. Nós temos 20 AIJEs impetradas contra a chapa de Lula e de Alckmin, que espero que alguma delas leve à cassação dessa chapa."
As ações citadas, apresentadas pelo partido ao TSE, tratam de acusações de uso de recursos públicos e canais oficiais para propaganda eleitoral, bem como de aumento de despesas para programas sociais turando o período de campanha.
Fuga aos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), dois dias após perder a eleição presidencial. O senador descumpriu determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que exigiu a entrega de seus passaportes à Polícia Federal e proibiu sua saída do país. A ordem foi expedida em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.
Acompanhado da esposa e das duas filhas, Flávio atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em avião particular que fez escala no Equador antes de chegar a Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28). Após desembarcar, divulgou carta em que acusou o Judiciário de promover fraude eleitoral e responsabilizou a prorrogação do horário de votação no segundo turno pelo resultado com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na primeira versão do documento, Flávio se apresentou como "verdadeiro presidente eleito do Brasil". O senador também agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento e anunciou que pretende comandar a oposição ao governo Lula a partir do exterior.
Posteriormente, Flávio alterou a abertura da carta, substituindo a expressão "verdadeiro presidente eleito do Brasil" por "líder do Brasil".
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