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"Presidente eleito"

Paulo Figueiredo diz que "erros" em carta de Flávio foram do ChatGPT

Segundo o aliado, Eduardo Bolsonaro ficou responsável por pedir à ferramenta de inteligência artificial que inserisse o brasão.

Congresso em Foco

29/10/2026 13:20

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O jornalista Paulo Figueiredo afirmou nesta quinta-feira (29) que o uso do ChatGPT esteve por trás de dois dos principais problemas identificados nas diferentes versões da carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua ida aos Estados Unidos.

Segundo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro pediu à ferramenta de inteligência artificial que inserisse o brasão da República no documento, mas o arquivo acabou sendo gerado com um símbolo antigo. Ele também atribuiu à IA a inclusão de uma versão anterior do texto, na qual Flávio se apresentava como o verdadeiro "presidente eleito".

A versão posteriormente publicada pelo senador passou a usar a expressão "líder do Brasil". A explicação foi publicada por Figueiredo no X depois da repercussão das diferentes versões da carta.

Segundo Figueiredo, depois que as primeiras versões do texto estavam prontas, Eduardo Bolsonaro pediu ao ChatGPT que acrescentasse o brasão da República ao documento. O resultado, segundo seu relato, foi a inclusão de um símbolo antigo, com a inscrição "Estados Unidos do Brazil".

"Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado."

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Figueiredo afirmou que houve ainda um segundo problema durante a geração do documento. Segundo ele, a inteligência artificial incluiu uma versão anterior do texto, na qual Flávio Bolsonaro se apresentava como o verdadeiro "presidente eleito".

"O segundo erro foi que, ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto", afirmou. Figueiredo confirmou que a carta passou por diferentes versões antes da publicação definitiva e disse que mais de uma pessoa participou intelectualmente de sua elaboração.

Segundo ele, a opção final pela expressão "verdadeiro líder" ocorreu por duas razões. A primeira seria jurídica. A segunda, política: a palavra "liderança", segundo Figueiredo, representaria melhor a mensagem que Flávio pretendia transmitir.

Veja a íntegra da publicação.

Veja a íntegra da publicação.Reprodução/X

"A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo", escreveu. A mudança já havia sido identificada na comparação dos documentos. Na primeira versão, Flávio aparecia como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Depois, passou a se apresentar como "líder do Brasil".

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Figueiredo afirmou ainda que recebeu autorização para distribuir à imprensa uma versão considerada final naquele momento. Pouco depois, segundo ele, o grupo percebeu os erros e realizou duas correções: primeiro no brasão e depois no texto.

Para evitar novas versões circulando simultaneamente, a decisão teria sido deixar que o próprio Flávio publicasse o documento corrigido.

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