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Crise financeira
Congresso em Foco
5/11/2026 9:45
A ex-deputada federal Carla Zambelli anunciou que a plataforma responsável pela arrecadação de contribuições mensais de R$ 50 cancelou a campanha criada para ajudá-la financeiramente. Após a suspensão, ela passou a pedir doações por meio de um site internacional, alegando dificuldades para abrir uma conta bancária e trabalhar na Itália.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Zambelli afirmou que a plataforma brasileira encerrou a comunidade sem apresentar uma justificativa. Segundo ela, todos os valores pagos pelos apoiadores foram reembolsados.
"Ela foi cancelada pela PayWi-Fi. A gente não sabe ainda por quê. Todas as inscrições foram devolvidas, foram reembolsadas e foram canceladas."
A ex-parlamentar contou que algumas pessoas chegaram a suspeitar de um golpe, mas ressaltou que o endereço da campanha havia sido divulgado em seus perfis oficiais. Segundo ela, a página permanece fora do ar e o sistema passou a mostrar nenhum inscrito.
A iniciativa anterior previa a cobrança de R$ 50 mensais de apoiadores que desejassem participar de uma comunidade virtual organizada por Zambelli.
Nova vaquinha internacional
Após o cancelamento, Zambelli anunciou uma nova campanha pela plataforma internacional GoFundMe, que permite contribuições anônimas. A arrecadação tem como objetivo custear suas despesas pessoais, incluindo moradia e manutenção na Itália.
Zambelli também relatou que uma arrecadação anterior, realizada pelo mesmo site, teve os valores encaminhados diretamente ao advogado que a representa na Itália.
Na descrição da nova campanha, ela afirmou que precisa alugar um apartamento e começar uma nova vida no país europeu. Também justificou a escolha de uma plataforma estrangeira pelo receio de que recursos arrecadados no Brasil fossem bloqueados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Zambelli afirma que não consegue trabalhar na Itália
No vídeo, a ex-deputada voltou a afirmar que enfrenta dificuldades para conseguir emprego porque não consegue abrir uma conta bancária em seu nome. Segundo ela, a restrição estaria relacionada às informações sobre sua condenação registradas na Interpol.
"Eu não tenho medo de trabalho, muito pelo contrário, eu já trabalhei em várias coisas, inclusive limpando o banheiro, eu não tenho problema nenhum com isso."
Zambelli afirmou que possui cidadania italiana e documentação regular, mas disse que instituições financeiras se recusam a abrir contas em seu nome. Ela atribuiu a situação ao enquadramento penal relacionado à invasão de sistemas informatizados.
"Eu só não estou conseguindo abrir conta em banco, porque o Moraes colocou na Interpol um tipo penal que parece que eu roubei banco."
A ex-parlamentar disse ainda que seu advogado está tomando providências para contestar o registro internacional. Segundo ela, a expectativa é conseguir abrir uma conta e procurar trabalho para deixar de depender das contribuições.
As alegações sobre os motivos da recusa dos bancos e a situação do procedimento na Interpol não foram confirmadas de forma independente.
Condenações e extradição
Zambelli deixou o Brasil após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. De acordo com as investigações, ela atuou em conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto na inserção de documentos falsos no sistema, incluindo um mandado de prisão fraudulento contra Moraes.
A ex-deputada também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada em São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.
O governo brasileiro apresentou um pedido de extradição para que ela cumpra as penas no país. A Justiça italiana voltou a analisar o caso após solicitar garantias sobre as condições de cumprimento da pena no Brasil.
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