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Fuga
Congresso em Foco
5/11/2026 | Atualizado às 16:15
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil na manhã seguinte à derrota na eleição presidencial para Lula (PT), depois de ser informado de que deveria entregar seus passaportes às autoridades.
Em entrevista ao The New York Times, a primeira desde sua saída do país, Flávio negou ter recebido ajuda de governos para chegar aos Estados Unidos e afirmou que pretende manter em segredo os detalhes da viagem.
Segundo reportagem do jornal norte-americano, Flávio percorreu passando por outros países da América do Sul antes de chegar aos Estados Unidos. A reportagem trata a ida aos EUA como "fuga espetacular para escapar de investigações criminais".
O jornal relatou que autoridades americanas assumiram o avião que o levou a Miami teria sido providenciado por um funcionário da Casa Branca e que sua entrada no país teria sido autorizada diretamente pelo presidente Donald Trump.
Flávio, porém, apresentou outra versão. "Fui eu que fiz tudo", disse ao jornal. "Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo." Questionado sobre como conseguiu realizar a viagem, o senador evitou revelar detalhes. "Como eu cheguei aqui, vou levar isso para o túmulo", afirmou.
De acordo com Flávio, a decisão de sair do Brasil teria sido tomada de forma espontânea ao lado da mulher. Ele reconheceu que tinha amigos no exterior, mas negou participação deles na operação.
Entrevista
Flávio afirmou acreditar que acabaria preso caso permanecesse no país. Segundo aparece na matéria, o senador é alvo de investigações relacionadas a lavagem de dinheiro e corrupção, mas não havia sido formalmente acusado de crime, conforme a situação descrita pela reportagem. "Eu já sei que o resultado final será a minha prisão", declarou ao jornal.
Flávio também voltou a contestar sua derrota para Lula. De acordo com o jornal, o senador classificou o resultado como "matematicamente impossível", mas não apresentou provas para sustentar a alegação.
Ao falar sobre Donald Trump, Flávio agradeceu ao presidente americano por permitir sua permanência nos Estados Unidos. "Ele não tomou partido, que é a coisa certa a fazer", afirmou.
Segundo a reportagem, Flávio pretende questionar juridicamente o resultado eleitoral, embora tenha reconhecido que considera pequenas as chances de sucesso.
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