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Congresso em Foco
28/9/2006 | Atualizado 29/9/2006 às 1:05
Há preocupação da revista em buscar a imparcialidade em suas matérias?
Não. Há preocupação de que sejam verdadeiras.
Na opinião do senhor, qual seria o motivo para a disparidade entre a quantidade de matérias, principalmente negativas, publicadas sobre o presidente Lula, em comparação aos demais candidatos que também disputam a Presidência, de acordo com o Observatório da Mídia?
O candidato-presidente e seu partido, o PT, produziram mais fatos negativos do que positivos.
No caso específico da revista Veja, como tem sido feita a seleção de matérias e de espaços para cada candidato?
Como em todas as demais editorias. Fazemos a seleção de acordo com o que achamos de maior valor para nossos leitores.
Existe alguma maneira da cobertura eleitoral ser mais imparcial?
Não vejo maneira nem necessidade. Jornalismo tem que buscar a verdade, não a imparcialidade.
Na opinião do senhor, o que caracteriza uma cobertura eleitoral ideal?
A cobertura atual da imprensa das eleições 2006 em nível nacional, com as notórias exceções de sempre, beira o ideal.
O senhor acredita que os veículos de comunicação de uma maneira geral estão conseguindo ser neutros em relação à cobertura das eleições?
Felizmente, não. Com as notórias exceções de sempre, os melhores órgãos de imprensa estão conseguindo produzir reportagens sem subserviência ao poder e sem se refugiar no comodismo da neutralidade. (Soraia Costa)
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