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Congresso em Foco
24/1/2022 7:26
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De 24 a 28 de janeiro de 2022 |
Bolsonaro participará na quarta e quinta-feiras da reunião de cúpula do Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América do Sul, na cidade de Cartagena das Índias, na Colômbia. Foto: Divulgação[/caption]
O presidente Jair Bolsonaro dará continuidade aos compromissos internacionais esta semana na Cúpula do Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América do Sul. Sua participação no encontro está prevista para acontecer entre os dias 26 e 27 (quarta e quinta-feiras) na cidade colombiana de Cartagena das Índias.
No encontro, a presidência do bloco formado pelo Brasil e outros sete países será transferida para o Paraguai. Será a terceira reunião do bloco desde sua fundação, em 2019.
Esta é a segunda agenda internacional do presidente em 2022. Seu primeiro compromisso no exterior se deu na última semana, quando viajou à Guiana. Ele, porém, precisou retornar ao Brasil para participar do enterro de sua mãe, que morreu no mesmo período.
Os trabalhadores em saúde podem se unir a outras categorias de servidores que se mobilizam por reajustes salariais e se manifestaram na semana passada. Foto: Lucas Neiva/Congresso em Foco[/caption]
Na quinta-feira (27), os diretores da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) se reúnem para deliberar sobre o calendário de ações para exigir do governo federal o reajuste dos salários de suas categorias. A federação soma mais de 200 mil servidores públicos federais de órgãos que incluem a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Seguridade Social (Inss).
A tendência a partir desta semana é de intensificação tanto na luta por reajustes por parte da Fenasps quanto dos demais ramos do serviço público federal, em especial os vinculados à Receita e ao Banco Central. Todas as categorias demonstraram insatisfação com a postura do presidente Jair Bolsonaro de não apenas confirmar a preferência ao reajuste exclusivo para os policiais, como por prometer um reajuste no Orçamento de 2023, medida vedada por lei.
JUDICIÁRIO
O calendário de julgamentos do semestre foi divulgado pelo STF. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF[/caption]
O ano no Judiciário, assim como no Legislativo, só se inicia após uma cerimônia protocolar no dia 1º. No entanto, como é tradição mantida há alguns anos, o Supremo Tribunal Federal já tem definida a pauta do primeiro semestre. O presidente da corte, Luiz Fux, pode a qualquer momento alterar a ordem dos julgamentos ou retirar os casos de pauta, mas a lista já dá uma ideia dos casos mais importantes que serão julgados até junho.
O Supremo inicia o ano com um julgamento suspenso em meados de novembro do ano passado: o recurso onde se discute a possibilidade de as Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, além da Polícia Federal, fazerem operações em comunidades cariocas durante a pandemia de covid-19. A Corte ainda não julgou o recurso do relator, ministro Edson Fachin, dado em junho de 2020, que proíbe as operações sem aviso prévio ao Ministério Público e sob estrita necessidade.
Ainda em fevereiro, o STF volta a debater a reforma trabalhista. Está previsto o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 999435, que discute a necessidade de negociação coletiva antes de demissões em massa. Em abril, um dos destaques é o julgamento de embargos de declaração no RE 958252 contra decisão que reconheceu a constitucionalidade da terceirização em toda e qualquer atividade – o julgamento da Corte dará resultado a outros 8.500 processos que aguardam a tese do Supremo.
Ainda no mês, está na pauta o ARE 1121633, que trata da validade de norma coletiva de trabalho que suprime direitos relativos ao tempo gasto pelo trabalhador em seu deslocamento entre casa e trabalho (horas in itinere).
Em maio, a pauta do mês tem o RE 1008166, sobre o dever do Estado de garantir o atendimento em creches e pré-escolas às crianças até seis anos de idade (20.266 processos aguardam essa decisão). No fim do mês, o RE 964659, sobre a possibilidade de recebimento de remuneração inferior ao salário mínimo por servidor público que trabalha em regime de carga horária reduzida.
Em junho, alguns destaques são o RE 842844, que trata do direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória da gestante contratada pela administração pública por prazo determinado ou ocupante de cargo em comissão e o RE 1133118, onde se discute a possibilidade de nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, para o exercício de cargo político.
Um caso, no entanto, teve sua falta sentida: o Inquérito 4.326, onde a Corte decide se torna a cúpula do MDB ré por conta do esquema de corrupção na Lava Jato. O caso, conhecido como "Quadrilhão do MDB", envolve nomes como o senador Renan Calheiros (AL), e os ex-senadores Romero Jucá José Sarney, Valdir Raupp e Edison Lobão. O caso estava pronto para julgamento no início de dezembro, mas, no final de novembro, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, retirou o caso de relatoria do ministro Edson Fachin, da pauta. O Inquérito, no entanto, ainda não voltou à pauta.
LEGISLATIVO
Câmara e Senado permanecem em recesso até o dia 31 de janeiro.
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