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Por que Alckmin

Congresso em Foco

29/10/2006 0:00

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Arthur Virgílio *


Pergunto: Lula fez bom governo? A resposta é um sonoro NÃO! No plano ético, o descalabro é retumbante. Aí, sim, procede o "nunca antes" que o presidente Lula tanto gosta de usar para proclamar que o Brasil começou com ele. Com Cristo, tivemos a divisão histórica: A.C. e D.C. Com Lula, temos o Brasil antes de Lula e o Brasil depois de Lula, A.L. e D.L.

No período D.L, o Brasil, eticamente falando, despencou ladeira abaixo. Nunca antes, ao menos na história republicana, um governo se salpicou tanto de lama. Os casos que envergonham o Brasil sério repetem-se com regularidade espantosa e o fato de se tornarem públicos e execráveis não inibe o governo e o seu partido.

Não preciso relembrar esses episódios, que vão de Waldomiro Diniz, aquele então graduado assessor palaciano pego negociando propina com um empresário do jogo, até a bolada de R$ 1,7 milhão, em dinheiro vivo e escuso, apreendida pela Polícia Federal com petistas da copa e cozinha de Lula (e do alto escalão de sua campanha eleitoral), passando pelo mensalão, pelo valerioduto etc.

Nunca, na história republicana, se teve um governo com cinco ex-ministros (os mais próximos do presidente Lula) e 40 altos integrantes do governo e do PT processados pelo procurador-geral da República por atos de corrupção. E não se venha com a lorota de que este governo não põe o lixo debaixo do tapete, porque Lula não demitiu nenhum deles. Saíram sob a pressão da opinião pública - e elogiados pelo presidente.

No plano da administração, o desastre só não foi maior porque o governo Lula teve o bom senso - isso é preciso reconhecer - de manter as linhas básicas da política macroeconômica do governo Fernando Henrique Cardoso. Ao contrário do que o mercado e os investidores estrangeiros temiam, a ponto de o risco Brasil ter disparado e o dólar ter chegado a quatro reais, o governo Lula não meteu os pés pelas mãos.

Além disso, ele encontrou um país reestruturado, modernizado, com a inflação contida, o agronegócio em expansão, as exportações de produtos primários e manufaturados também em crescimento e, sobretudo, um momento virtuoso na economia internacional. Não teve de enfrentar nenhuma das graves crises - México, Rússia, países asiáticos - vividas pelo governo anterior.

Ainda assim, sua administração foi um fracasso. Por incompetência, não soube aproveitar as condições extremamente favoráveis de uma economia mundial em expansão. A economia brasileira só cresceu pouco mais de 2% enquanto a da Argentina, 9%, a da China, quase 10%, a da Índia, 8%. O Brasil amargou um vergonhoso penúltimo lugar no continente americano, ganhando apenas do conflagrado Haiti. Internamente, a taxa de desemprego continua inalterada, as estradas foram apenas maquiadas, a saúde e a educação foram abandonadas. Se alguma melhoria houve no consumo, isto se deveu basicamente à estabilização da moeda, ao Plano Real, tão combatido pelo PT.

Então, a conclusão é esta: Lula não tem condições para ser presidente por mais quatro anos. Uma eventual vitória eleitoral não serviria de esponja para apagar os desmandos, irregularidades e corrupção que cercam seu governo. Não paralisaria os processos em curso contra seus 40 e tantos companheiros. Um novo mandato já nasceria comprometido e em crise. Lula seria um passarinho de asa quebrada, ao alcance de qualquer gato.

Não se chega a Geraldo Alckmin, porém, por exclusão. Ele não é melhor por simples comparação. É melhor por mérito próprio. A começar pela probidade. É homem preparado, correto, sério, com mais de 30 anos de vida pública sem mácula, sem desvios éticos. E administrador eficiente, com larga experiência, desde que com apenas 23 anos se tornou prefeito de sua Pindamonhangaba. Foi deputado respeitado na Câmara, foi o vice do saudoso governador Mário Covas e fez, depois, excelente administração no governo paulista, aprovada, como ainda agora se viu nas urnas do primeiro turno, pela imensa maioria da população.

Então, não há a menor dúvida: Geraldo Alckmin é o homem certo para governar o Brasil!


* Arthur Virgílio (AM) é o líder do PSDB no Senado Federal.

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