Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Por que Lula

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Por que Lula

Congresso em Foco

29/10/2006 0:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Paulo Pimenta *


Neste domingo, quando nos dirigirmos à urna eletrônica, certamente vamos estar reflexivos sobre o momento vivido pelo nosso país a partir dos últimos quatro anos. No início de 2003, o Brasil vinha de um patamar de juros altíssimos, uma crise de credibilidade internacional, a tal ponto que o chamado "risco Brasil" batia na casa dos 2.400 pontos. E, hoje, que quadro nos é apresentado?

Em que pese a má vontade de algumas lideranças políticas que se opõem ao projeto do PT, os avanços não podem ser ignorados. O "risco Brasil" está baixíssimo (na casa dos 200 pontos), a inflação sob controle e os juros em percentual dos mais baixos dos últimos dez anos. Mas, para não ficarmos apenas na linguagem do economês, podemos nos dedicar ao carro-chefe do nosso governo: as políticas sociais. O que mais irrita nossos adversários é que, mesmo sem descuidar de aspectos da macroeconomia do país, conseguimos avançar como nunca nos benefícios às camadas mais necessitadas. O Bolsa Família é apenas o maior exemplo do que foi feito em favor dos mais carentes, mas existe ainda uma vasta lista de outras ações que atendem à maioria que sempre foi renegada por sucessivos governos, em especial nos oito anos dos tucanos, quando a economia do país foi pensada para apenas 30 milhões de brasileiros, da elite capaz de se integrar ao mercado globalizado.

Além de o governo federal ter praticamente dobrado os gastos em saúde, os recursos foram ampliados noutra área fundamental, que é a educação. As universidades federais e as escolas técnicas foram expandidas. Os recursos ao ensino federal estão chegando com mais tranqüilidade, a tal ponto que 36 reitores de um total de 45 instituições federais manifestaram-se pela manutenção do atual projeto no que concerne às universidades. O programa Universidade para Todos (Prouni) é outro exemplo de que "pobre" também pode cursar uma faculdade. No ensino básico, o Fundeb, que está para ser votado no Congresso, representa uma revolução em termos de investimento do governo federal.

E, relacionado a esse processo que inclui uma nova visão sobre o Brasil, em que o país foi colocado numa perspectiva de desenvolvimento autônomo, sem submeter-se aos interesses de governos de nações primeiro-mundistas, com uma economia equilibrada, estabelecendo relações de comércio respeitosas com todos os continentes, devemos destacar a volta do controle da máquina estatal. Foram uma marca da era tucano-neoliberal as privatizações, que dilapidaram o patrimônio público. Os recursos arrecadados com a privataria acabaram destinados a cobrir o rombo da dívida governamental. O governo Lula recuperou a capacidade de investimento do setor público, fundamental como estimulador das economias modernas. Ao contrário de vender o patrimônio das estatais, o governo revitalizou a Petrobras, o setor energético recebeu mais recursos, evitando o risco de novos apagões, mesmo com a economia em crescimento.

No aspecto da busca de fontes alternativas de energia, merece destaque o biodiesel, que, além de ser uma energia baseada em padrões da realidade brasileira, intensifica a cadeia produtiva, gerando milhares de empregos. Mas não pára por aí. A experiência com a instalação de parques eólicos também é outro exemplo de que, num país em que a natureza nos favorece, é possível diversificar as fontes de energia, tornando-as menos degradantes ao meio ambiente e ao mesmo tempo com capacidade inesgotável, ao contrário daquelas oriundas do petróleo.

Podemos concordar, assim como tem feito o presidente Lula, que nem tudo está perfeito. Afinal, fazer em quatro anos tudo aquilo que não se fez em muitas décadas é algo muito difícil, senão quase impossível. Até mesmo no campo da ética e da moral, em que nossos adversários nos cobram muito, é possível ponderar sobre injustiças. O PT sempre foi visto como o partido que cobrava a correção dos demais, e não abandonamos essa prática. Se é fato que muitos companheiros erraram, também é verdade que pagaram ou ainda vão pagar por esses desvios de conduta. O essencial é destacar que o presidente Lula nunca acobertou os erros de ninguém.
 
Tivemos quatro anos muitos difíceis, em que todos aprendemos o que é governar um país com as dimensões do Brasil, um verdadeiro país-continente. Entretanto, no balanço final, certamente a sociedade, assim como nós, percebeu que acertamos mais do que erramos. E são esses acertos que colocaram o Brasil de volta nos trilhos do desenvolvimento. E essa obra tem um responsável: um humilde retirante nordestino, um ex-metalúrgico, com a sensibilidade e a alma do povo. É por tudo isso que acreditamos que temos o direito de continuar sonhando. Nosso sonho é por um país com igualdade e justiça social.

* Paulo Pimenta, deputado federal pelo PT-RS, é o relator da CPI do Tráfico de Armas.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Temas

Reportagem

LEIA MAIS

Frases inesquecíveis da campanha eleitoral

Pesquisas revelam chances de cada candidato

Pesquisas apontam vitória de Lula

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES