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Vaccarezza: o enforcador-geral da Câmara

Congresso em Foco

13/5/2010 5:00

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Heitor Diniz *

O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) é torcedor do Palmeiras. No entanto, nestes meados de um 2010 um tanto quanto light (não para o Porco), ele resolveu se esquecer do Palestra (que se deu mal na Copa do Brasil), da Itália (aquela danada que está nos nossos calcanhares, querendo igualar nosso penta), e já não pensa em outra coisa a não ser em Copa do Mundo.

Para Vaccarezza, não basta apenas curtir os jogos do Brasil, que serão sete, se chegarmos à grande final. Ao que tudo indica, ele quer mesmo é acompanhar todas as 64 partidas, com direito aos comentários, mesas-redondas, análises, debates, resenhas, álbum de figurinhas etc.

Não por acaso, o líder do governo na Câmara veio a público na última segunda-feira para pedir e defender o recesso branco a partir de 10 de junho, véspera das primeiras partidas do Mundial, a saber: África do Sul X México e Uruguai X França.

Disse Vaccarezza: “Temos a Copa do Mundo. Ninguém vai fazer com que os deputados venham aqui [na Câmara]. Vou tentar um acordo para votarmos a LDO até 10 de junho. Depois, vamos funcionar por esforço concentrado. Temos três ou quatro semanas até lá”.

A proposta não repercutiu bem com o presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), que disse compreender as razões de Vaccarezza, ao mesmo tempo em que considera a iniciativa algo difícil de se explicar para a população (leia mais).
 
Nosso bom palmeirense não se deu por vencido: “Quando tive a idéia do recesso, foi para fazer votações concentradas e darmos conta do recado”. E arrematou: “Não gosto de hipocrisia”.

Neste momento, o nobre Vaccarezza deve estar sentindo saudades dos seus tempos de deputado estadual em São Paulo.

Explico: Vaccarezza ocupou por dois mandatos a Assembleia Legislativa de São Paulo, entre 1998 a 2006. Nesse período, ele assinou pelo menos oito pedidos de “enforcamento”. Estão nessa lista o Carnaval e a semana santa de 2004, a semana santa de 2005 e o Carnaval de 2006. Também na lista a sexta-feira, 13 de outubro de 2006, emendando o Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, e o 3 de novembro do mesmo ano, outra sexta-feira, que turbinou o “Finados”.

Não foram só os feriadões que renderam naquela Casa. Em 15 de dezembro de 2004, os deputados pediram folga para o dia 17, porque seria a data da diplomação do prefeito, do vice e dos vereadores daquele pleito. Voltando a 2006, outro ano eleitoral, Vaccarezza & cia pediram o cancelamento de 18 sessões previstas para os meses de agosto, setembro e outubro daquele ano. Tudo pelo eleitoral.

Passada a Copa do Mundo, com ou sem hexa, será tempo de parlamentares alvoroçados com o mês de outubro, que trará mais que outro feriadão para suas excelências enforcarem. Será também um mês de escolhas importantes, como por exemplo oferecer a certas senhoras e senhores não a oportunidade de novos recessos em benefício próprio, mas a chance de deixá-los descansar por muito mais tempo. Longe de mandatos públicos, por exemplo.
 
* Jornalista em Belo Horizonte (MG), mantém o blog www.uai.com.br/cronicapolitica e o perfil www.twitter.com/heitordiniz.

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