Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. O exorcismo de Lula

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

O exorcismo de Lula

Congresso em Foco

14/7/2005 16:22

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Expedito Filho, de Nova York



Para o bem e para o mal, durante os dois dias que passou em Nova York, Lula fez questão de demarcar a diferença entre ele e seu antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas acabou revelando muita semelhança.

FHC foi um espectro sempre presente no discurso do presidente. Imagine, primeiro, o Hotel Waldorf Astoria, na Park Avenue, cenário de tantos filmes holywoodianos. Ali, cercado de representantes das maiores empresas do mundo globalizado, o presidente do Brasil esqueceu por instantes o objetivo de sua viagem, que era o de motivar empresários a investir no BrasiL, e começou o ataque. “Eu não fiquei dez anos no poder e deixei de fazer a reforma da Previdência por medo”, disse Lula.

Ainda na mesma cena, as pessoas se entreolharam e perceberam que o discurso ganhou um caráter eleitoral. Bem, não era o cenário adequado, mas o presidente é político e pode, aqui e ali, falar como homem de partido, ou, como se diz no interior do Brasil, como chefe político.

Em outro trecho de seu discurso, Lula, o presidente operário, orgulho nacional, deu outra estocada. “O Mercosul deixou a retórica do governo anterior e agora integra toda América do Sul”, disse o presidente.

Entre lustres e holofotes, o presidente seguiu a mesma linha, sempre sangrando a imagem de seu antecessor, se é que isso é possível. Mas uma mudança ocorreu sem o presidente se dar conta. No uso do gogó, ele acabou parafraseando o discurso de governo de seu antecessor.

Primeiro, usou uma frase que era do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, ou talvez fosse a preferida do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, mas fato é que ela agora pertence a Lula, com todos os seus direitos autorais. “O governo vai manter uma política fiscal austera, não vai gastar mais do que arrecada”, disse Lula.

A turma de Wall Street que estava ali na Park Avenue primeiro se entreolhou, depois vibrou e aí começou a ver tudo diferente. Caberia a dúvida, ou dúvidas: Seria o Lula? Talvez o FHC, ou o Malan ou Armínio, mas decididamente não era mais “a temida voz rouca das ruas”.

Afinal, essa coluna pode, a exemplo de Lula, usar uma outra frase de FHC. Em outro encontro, em uma universidade, Lula fez um discurso para emigrantes brasileiros e acabou aplaudido de pé. O problema aqui é que a frase que provocou aplausos era uma das favoritas de FHC: “Nao se resolve em um ano e seis meses os problemas dos últimos 500 anos”.

Durante oitos anos, nós ouvimos essa ladainha, que só perde para aquela outra: “O Brasil tem rumo”.

Pode-se dizer que os presidentes gostam de falar e que até são sinceros. Na fileira oposicionista, o líder petista defendeu com unhas e dentes o aumento do salário mínimo. Agora, com a faixa presidencial, Lula fez quase uma confissão e disse que todo mundo sabe que o salário mínimo não pode ser aumentado por causa da Previdência, mas que todos pedem o aumento do mínimo em campanha eleitoral. Foi ou não foi honesto?

Para a turma de Wall Street, o Lula que passou por aqui está definitivamente exorcizado e muito parecido com seu antecessor.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar
[Erro-Front-CONG-API]: Erro ao chamar a api CMS_NOVO.

{ "datacode": "NOTICIAS_LEIA_MAIS", "exhibitionresource": "NOTICIA_LEITURA", "showDelay": false, "articlekey": 827, "viewed": [ "827" ], "context": "{\"articlekey\":827,\"originalarticlekey\":\"827\"}" }

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES