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Congresso em Foco
2/5/2007 | Atualizado às 14:32
Reuniões fechadas dos partidos aliados para decidir os seus indicados para compor o quadro da CPI do Apagão Aéreo. Esta foi a rotina pela manhã na Câmara, ainda mais com o final do prazo, que encerra hoje (2), para a definição dos parlamentares (são 24 membros) que vão compor a comissão.
A oposição quer de todo jeito ficar com a relatoria da CPI. Porém, a tendência é de que o PMDB, maior bancada da Casa, fique com a presidência da comissão. Cabe ao presidente da comissão indicar a relatoria. O PT, segundo maior bancada da Câmara, deve receber o cargo. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), já avisou que quer o controle da comissão para o partido. Os mais cotados para ocupar a presidência da CPI são os peemedebistas Eduardo Cunha (RJ) e Marcelo Castro (PI).
No entanto, o petista Cândido Vaccarezza (SP) também é cotado para assumir a presidência ou a relatoria. O parlamentar revelou ao Congresso em Foco que “qualquer um dos dois está bom”, mas que tem preferência pela presidência, já que ela tem o poder de controlar as investigações, inclusive de eventuais quebras de sigilo e convocações de depoentes.
Há um temor, principalmente dentro do PT, de que na CPI do Apagão Aéreo, que deve começar os trabalhos amanhã, surja um outro “Osmar Serraglio”. A referência ao peemedebista se deve à sua atuação na CPI dos Correios. Indicado pela base governista, Serraglio deu muito trabalho ao governo, inclusive com um relatório final contundente. A base governista quer ter certeza de que os indicados para participar da CPI não vão complicar o governo, mesmo com o entendimento de que a investigação não terá muito fôlego.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai se reunir logo mais, às 14h 30, com os líderes partidários com o objetivo de discutir a indicação dos integrantes da CPI. "Após a indicação, a instalação será imediata. Ela deve ocorrer amanhã. A não ser que vários partidos não tenham indicado. Aí vou conversar com líderes", afirmou Chinaglia. (Lucas Ferraz)
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