Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. "Quando o Serra era ministro, foi o melhor período"

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

"Quando o Serra era ministro, foi o melhor período"

Congresso em Foco

15/9/2006 | Atualizado às 16:16

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Os empresários Luiz Antonio Vedoin e Darci José Vedoin, sócios da Planam, colocaram o ex-ministro José Serra (PSDB), líder na disputa pelo governo de São Paulo, sob suspeita de envolvimento com a máfia das ambulâncias. Em entrevista que será publicada na revista Istoé deste fim de semana, eles revelaram que o esquema cresceu mais durante à época que tucano esteve à frente do Ministério da Saúde.

"Quando o Serra era ministro, foi o melhor período para nós. As coisas saíam muito rápido", relatou Darci Vedoin aos jornalistas Mário Simas Filho e Biô Barreira.

Os empresários, presos em maio por pagarem propina em troca de emendas para a compra de ambulâncias, contaram que até 2002, ainda durante o governo Fernando Henrique, a liberação de recursos do Ministério da Saúde para a compra de unidades móveis era praticamente garantida.

"Na época deles o nosso negócio era bem mais fácil. O dinheiro saía muito mais rápido. Foi quando mais crescemos", disse Darci, segundo a Istoé. "A confiança do pagamento era tão grande que chegamos a entregar cento e tantos carros apenas com o empenho do Ministério, antes de a verba ser liberada", continuou o empresário.

Segundo os sócios da Planam, o ex-ministro Barjas Negri, que assumiu a pasta quando Serra partiu para a disputa presidencial, também contribuiu com a fraude. Nessa época, de acordo com a reportagem, um empresário de Piracicaba era o responsável por fazer a ponte entre a empresa e o então ministro.

"Quando o Serra era ministro as operações eram feitas pelos parlamentares. Quando o Barjas deixou de ser secretário-executivo e assumiu o comando do Ministério, ele (o empresário de Piracicaba) passou a ser o responsável pela liberação dos recursos, apesar de não possuir nenhum cargo naquela pasta", relatou Luiz Antonio.

Papéis entregues pelos Vedoin à CPI dos Sanguessugas e à Polícia Federal apontam que, entre 2000 e 2004, a Planam comercializou 891 ambulâncias pagas com recursos de emendas parlamentares ao orçamento da União. Dessas, 681 (quase 70%), foram vendidas até 2002.

Os donos da Planam relataram que iniciaram a compra de emendas ao orçamento em 1998, negociando diretamente com os parlamentares. Segundo eles, na época, a bancada do PSDB "conseguia aprovar tudo e, no ministério (o dinheiro) era rapidamente liberado".

Leia a íntegra da reportagem

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Temas

Reportagem

LEIA MAIS

TRE-SP cassa 13 minutos do tempo do PT

Lessa acusa Collor de manipular pesquisas

Eurico Miranda tem registro de candidatura negado

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES