Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Vôo extra

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Vôo extra

Congresso em Foco

Autoria e responsabilidade de Márcia Denser

29/9/2006 4:46

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Márcia Denser


Pegando carona na coluna do Cláudio Versiani ("O Brasil sumiu") e porque também andei viajando pelos brasis, semana que antecedeu as eleições, de segunda a domingo, entre Ribeirão Preto e Cuiabá, subindo e descendo de aviões e começam por aí a covardia, a caretice, a plastificação, a pasmaceira, a inééééééééééééééércia sem limites do brasileiro médio nos dias atuais. A perda total de capacidade de indignar-se, lutar por seus direitos, que sejam mínimos, mas é aí que o bicho começa a pegar

Para Ribeirão Preto fui de TAM, ainda infinitamente melhor e preferível à Gol, a despeito de TODOS os defeitos: atrasos, mudanças de portão de embarque etc. Mas, explico. Desde o check-in fui tratada com toda cortesia, toda mesmo, de acordo com minhas exigências habituais: ir atrás, na cauda, nas últimas poltronas. E sozinha. Por favor. Não é pedir muito. Todo o resto é tolerável.

Contudo, as vantagens não param aí: na TAM, por exemplo, permitem, até encorajam, com as bajulações de praxe e respectivo serviço de bordo, que se beba o próprio uísque/vodca/seilá daquelas garrafinhas adquiridas nas duty-frees dos aeroportos. Sabe Deus que qualquer um tem o direito de estar estressado, paranóico, com dor-de-cotovelo, cansado, com medo, querendo relaxar, não querer beber suco/cerveja/guaraná/fanta/ocaralho, inclusive porque NÃO É PERMITIDO FUMAR seja onde for, de forma nenhuma, então, please, um uisquinho ao menos. Pra garantir minimamente meus direitos humanos.

E permitam que lhes diga. Como escritora, ainda escrevo à mão lá em cima. Trabalho duro, duríssimo, não fico enrolando no laptop, fingindo que escrevo, fingindo que trabalho, que vivo ligada na web, onde naturalmente vi muito neguinho jogando pa-ci-ên-cia ele-trô-ni-ca. Duma pobreza abissal esses emergentes de lugar nenhum.

Aliás, em razão de preço e outras cositas más, o vôo da TAM nem vai nem volta lotado. Mesmo assim, talvez para compensar os atrasos, botam escadas de desembarque também na traseira do avião. Embarque e desembarque rapidinho, com toda a cortesia e ninguém te constrangendo a limpar nada na saída. Sim, a TAM, mil vezes. Essa companhia ainda é HUMANA, lembra a falecida Varig, que até ano passado, Bienal do Livro/2005, servia saladinha de frango e vinho branco na ponte aérea SP-Rio, sacumé? Então para Cuiabá não teve perhaps: ir Gol ou não ir. Fui. E ainda bem que voltei com o escritor Nelsinho de Oliveira, companheiro de viagem e de cruz aérea.

Parece que na Gol estão te fazendo um IMENSO FAVOR de te carregar pelo espaço desde que concorde com tudo, seja completamente passivo e PERMANEÇA quietinho ao ser amordaçado, amarrado e constrangido, como se a gente devesse ficar de castigo da vida quando em viagem e que isso fosse o NORMAL doravante,  que futuramente, fora do castigo, não há salvação nem qualquer outra empresa aérea.  Não pode isso, não pode aquilo, impossível... é o que mais se ouve, parece gravação: não é possível, impossível.

Pudera. Vôos lotadíssimos, que deviam ser proibidos por lei (em caso de acidente, não ia sobrar ninguém, a demografia a bordo não te daria nenhuma chance). Porque o avião vai arrebentando de gente & bagagens de mão. Trilhões passageiros, homens, mulheres, velhos, crianças de colo, milhões, milhares de sacos, sacolas, bags, bolsas, caixas, caixotes, o diabo. Fora o check-in. Queria ir atrás? Impossível, os lugares estão ocupados. Sozinha? IMPOSSIVEL, ESTAMOS LOTADOS. No corredor? Vamos verificar. Se você ficar boazinha, claro. Calminha.

Sem contar o atentado contra os direitos humanos: dois anos atrás, voltando desavisadamente pela Gol da feira de livros de Belzonte, fui PROIBIDA de beber meu próprio uísque (garrafinha supra referida) a bordo. Meus direitos. Alegaram serem proibidas bebidas alcólicas no avião. Por quê? A Gol pertence à Igreja Universal? Aos mórmons?, ironizei. Desde então, faço uma única ressalva aos patrocinadores de todas as minhas viagens: prefiro não viajar pela Gol, por favor.

No desembarque, please, a proposta indecente para que se limpe o avião,  naturalmente para ELES economizarem empregos e tempo na limpeza entre vôos, a fim de cumprir o binômio contraditório nos termos: lotação máxima & pontualidade. Vão se danar! Ladies and gentlemens, fasten your seat belt, vamos contribuir para tornar a Gol, a opção inteligentíssima para os bolsos dos donos da Gol, a maior - e brevemente, a única - companhia aérea do Brasil, e estamos conversados.

Empresas como a Gol dão certo porque quando o econômico "coloniza" a empresa aérea, ele "lobotomiza" o consumidor, que aí vira passageiro da agonia, lembrando Lúcio Flávio, um pré-PCC anos 70.

(E para você, brasileiro/cidadão/consumidor/passageiro/eleitor, que não vai à luta, o pesadelo continua...)

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar
[Erro-Front-CONG-API]: Erro ao chamar a api CMS_NOVO.

{ "datacode": "NOTICIAS_LEIA_MAIS", "exhibitionresource": "NOTICIA_LEITURA", "showDelay": false, "articlekey": 983, "viewed": [ "983" ], "context": "{\"articlekey\":983,\"originalarticlekey\":\"983\"}" }

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES