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Congresso em Foco
12/12/2006 | Atualizado 13/12/2006 às 7:33
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na tarde de hoje (12), por unanimidade, o relatório preliminar sobre a auditoria feita no setor aéreo. O ministro Augusto Nardes, relator da investigação, criticou o governo federal e apontou má aplicação de verbas, corte de investimentos, falta de pessoal e de comunicação entre os órgãos do setor.
"O chamado apagão aéreo não foi obra do acaso, mas resultado da má gestão, da sucessão de equívocos, da indolência em relação às capacidades de expansão do setor e do contingenciamento de recursos", afirma o relator.
O ministro também faz uma série de recomendações ao governo para evitar uma nova crise no setor, como a possibilidade de criar aerovias de mão-dupla, retomar o Conselho Nacional de Aviação e elaborar uma política de expansão do quadro da Aeronáutica.
Leia outras notícias publicadas hoje (12):
Alckmin: país enfrenta crise "por terra, céu e mar"
O candidato tucano derrotado à Presidência da República, Geraldo Alckmin, esteve hoje (12) no Congresso Nacional para agradecer o apoio recebido lideranças do PSDB, do PFL e do PPS à sua candidatura. Alckmin aproveitou para criticar o governo Lula, ao comentar a crise aérea que atinge o país há mais de dois meses. De acordo com o tucano, o governo faz com que o país enfrente problemas "por terra, céu e mar".
"O apagão aéreo é a face explícita da ineficiência do governo. É um governo que não funciona há dois meses. No país só se fala em impunidade, aumento de salários e crise aérea, quando a agenda deveria ser a das reformas. Os temas que irão garantir o crescimento do país estão fora da agenda política", declarou.
O ex-governador de São Paulo revelou que fez um estudo e chegou à conclusão de que, desde 1898 até hoje, o Brasil só não cresceu acima da média mundial nos seis últimos anos. "Este ano talvez seja o pior percentual. O mundo deve crescer em média 5% e o Brasil, 2,8%", afirmou Alckmin.
De acordo com o tucano, a diferença do índice de crescimento do Brasil com a média do restante dos países deverá somar dois pontos percentuais, "o que só ocorreu no governo Collor".
Sobre a meta de crescimento do governo de 5% para o próximo ano, Alckmin afirmou:. "Acho improvável. Neste ano a questão fiscal se deteriorou. Vejo o governo bastante parado. A política brasileira está esquisita. As questões substanciais do país estão ao largo da agenda".
O presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, rebateu as críticas de Alckmin, e declarou que o tucano levou uma "sova eleitoral" no último pleito. "O governador Alckmin ainda está um pouco no ar depois da sova eleitoral que levou. Ele não aterrissou ainda", disse.
PP decide entrar para o governo de coalizão
A Executiva do PP decidiu hoje (12), por unanimidade, que apoiará o segundo mandato do presidente Lula e entrará para o conselho político do governo. O PP definiu 11 pontos que apresentará ao governo como condição para integrar a coalizão proposta por Lula. Entre eles está a queda dos juros, a autonomia do BC e o não contingenciamento de emendas parlamentares em programas prioritários.
O presidente do partido deputado, Nélio Dias (RN), participará da reunião do conselho político do governo de coalizão de Lula, prevista para esta quarta-feira. O petista, no entanto, não deve ter o apoio do deputado federal eleito Paulo Maluf (SP). O ex-prefeito da capital paulista afirmou que manterá uma postura de independência com relação ao governo e que não pretende ser "vaquinha de presépio".
PT anuncia filiação do senador Augusto Botelho
O PT anunciou hoje (12) que o senador Augusto Botelho (RR) é o mais novo filiado do partido. Botelho era filiado ao PDT. Com a entrada do senador, a bancada petista no atual Senado passa a ter 13 senadores. O PMDB é o partido com o maior número de representantes no Senado: 22 parlamentares.
PMN desiste de se fundir com o PPS e o PHS
Durou menos de um mês o casamento entre o PPS, o PHS e o PMN, que resultou na recém-criada Mobilizaçã Democrática (MD). A secretária-geral do PMN, Telma Ribeiro dos Santos, anunciou ontem que o partido está deixando a legenda. A MD deve continuar, mas apenas com o PPS e o PHS.
O acordo foi desfeito quatro dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter derrubado a cláusula de barreira, que restringia o acesso aos recursos do fundo partidário e ao horário partidário na TV e no rádio aos partidos que não alcançaram uma votação mínima nas últimas eleições. Telma negou, porém, que o recuo do PMN tenha a ver com a mudança na regra. Segundo ela, o partido enfrentava resistência para formalizar a nova união nos estados.
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