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Faço mais fotos e vídeos. Um caminhão de porte médio também deixa uma roda entrar num vão. O veículo fica um pouco ladeado, mas faz a travessia. Vários motoristas falam que já viram muito acidente naquele trecho. É preciso chamar um trator para retirar o carro. A maioria dos casos fica sem registro policial. O boletim de ocorrência só ocorre quando há vítima fatal ou algum prejuízo de grande monta, por causa do seguro.
A Secretaria de Infraestrutura do Mato Grosso afirmou que há um cronograma de obras de manutenção e substituição de pontes para casos considerados de maior urgência, mas não informou um prazo para a execução dos serviços.
A travessia do Rio Xingu acontece a poucos minutos do encerramento do serviço da balsa. Dura 15 minutos. Poucos quilômetros adiante, numa aldeia indígena, a cobrança é feita numa guarita: R$ 80,00. Na travessia do Rio Tocantins, muitos quilômetros adiante, o preço foi de R$ 20,00, mesmo com mais conforto e num trajeto maior.
Após a travessia, a estrada fica pior, com muita areia solta. No período das chuvas, aquele trecho fica intransitável. Chego a São José do Xingu à noite, mais aliviado do que cansado.
Buracos na ponte
Na manhã seguinte, vou até o povoado Bituca, ainda pela MT-322, e dobro à esquerda para pegar a MT-430, também sem pavimentação, em direção ao município de Confresa. Poucos quilômetros adiante, surge talvez a ponte mais perigosa. Tem cerca de 10 metros de extensão, com cinco buracos enormes. As rodas dos carros de passeio cruzam no limite das crateras. Vinte centímetros mais para o lado e afundariam. A viga lateral do lado esquerdo, para quem segue para Confresa, está totalmente rompida.
[caption id="attachment_253751" align="aligncenter" width="580" caption="No caminho para Confresa, a ponte mais perigosa"]