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Senadores Flávio Bolsonaro, Marcos Rogério, Damares Alves e Dr. Hiran são figuras da oposição que devem presidir comissões do Senado. Foto: Reprodução
O governo Lula (PT) deve perder o controle da pauta de quatro comissões do comissões do Senado, com a instalação prevista para a próxima semana. As comissões de Segurança Pública, de Infraestrutura, de Direitos Humanos e de Transparência, hoje, são presididas por senadores do PT ou da base aliada -- parlamentares quem costumam votar com o governo em pelo menos 90% das vezes, segundo o Radar do Congresso -- e devem ser assumidas por figuras de destaque da oposição.
O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparece mais fortalecido nesta composição dos colegiados. No último biênio, o fato de o líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), ter se candidatado à presidência do Senado contra o então presidente Rodrigo Pacheco culminou no isolamento da sigla nas presidências. O partido teve a Comissão de Esporte, com Romário (PL-RJ), e a Comissão de Comunicação e Direito Digital, com Eduardo Gomes (PL-TO).
Agora, conforme acordo partidário, o PL vai assumir a Comissão de Segurança Pública, a Comissão de Infraestrutura e continuar com a de Esporte. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai ocupar a presidência do colegiado de Segurança Pública no lugar de Sérgio Petecão (PSD-AC), enquanto Marcos Rogério (PL-RO) vai substituir Confúcio Moura (MDB-RO) na Comissão de Infraestrutura. Ainda não foi definido o presidente da Comissão de Esporte.
A plataforma Radar do Congresso, que afere a taxa de governismo dos parlamentares, demonstra uma derrota para o governo nesses colegiados. Petecão e Moura possuem, respectivamente, 93% e 96% de governismo -- ou seja, votaram segundo a orientação do governo em 93% e 96% das votações. Por outro lado, Flávio Bolsonaro e Marcos Rogério estão entre os mais opositores do governo, com 48% e 52%.
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