A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados da Pnad Contínua divulgados nesta quinta-feira (28) pelo IBGE. O aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,1%) reflete um movimento típico do período, com a dispensa de trabalhadores temporários contratados para o fim de ano.
Na comparação anual, houve recuo de 1,1 ponto percentual. A taxa estava em 7,8% em fevereiro de 2024.
A população desocupada cresceu 10,4% no trimestre, somando 7,5 milhões de pessoas. Já o contingente de ocupados caiu 1,2%, para 102,7 milhões. A taxa de subutilização da força de trabalho subiu para 15,7%, puxada pelo aumento do desalento e da população fora da força de trabalho.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39,6 milhões, novo recorde da série histórica iniciada em 2012. O rendimento médio real habitual também atingiu o maior valor da série: R$ 3.378, com alta de 1,3% frente ao trimestre anterior e de 3,6% em um ano.
Outros destaques da pesquisa incluem:
- Redução no número de informais: 38,1% da população ocupada, ante 38,7% no trimestre anterior;
- Crescimento da massa de rendimento: R$ 342 bilhões, também recorde da série histórica;
- Queda na ocupação em setores como construção, administração pública e serviços domésticos no trimestre.