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Alexandre Frota recusa convite para fazer parte do gabinete de transição

Após pressão da classe artística, Alexandre Frota decidiu abrir mão do convite ao gabinete de transição, onde ia compor grupo de cultura.

24/11/2022
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Após pressão da classe artística, Alexandre Frota decidiu abrir mão do convite ao gabinete de transição, onde ia compor grupo de cultura. Foto: Luis Macedo/Ag. Câmara
O deputado Alexandre Frota (Pros-SP) anunciou nesta quinta-feira (24) em seu Twitter que não pretende fazer parte do gabinete de transição para o novo governo, que o convidou para compor a equipe de cultura. Alegando preconceito por parte de artistas e militantes ligados à nova gestão, o parlamentar afirmou que prefere evitar o surgimento de problemas e conviver com sua família após o fim do mandato. Frota afirma que, desde que foi convidado ao gabinete, tem “visto os ataques covardes e preconceituosos” contra ele e sua família, e que “o preconceito está na cabeça deles que falam da diversidade, de oportunidades para todos, de respeito às diferenças, sem julgamentos, o que não é bem assim”. Ao seu ver, está “pagando o preço por ser diferente”. O suposto preconceito alegado por Alexandre Frota se deve principalmente à sua trajetória como parlamentar. O ex-ator com passagem no cinema erótico ganhou notoriedade em meio aos protestos pedindo o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015 e 2016, quando se apresentou como uma figura presente nas redes sociais com a produção de conteúdo crítico ao PT. Em 2018, se candidatou a deputado federal e participou ativamente da campanha de Jair Bolsonaro, até então seu colega de partido no PSL (atual União Brasil). A aliança durou pouco, e logo os dois romperam e Frota se aliou ao até então prefeito de São Paulo, João Doria, pelo PSDB. Em seu novo partido, Frota se distanciou cada vez mais do governo, e se aproximou dos partidos de oposição. Isso culminou com seu apoio à campanha de Lula (PT) em 2022. Desta vez candidato a deputado estadual, Alexandre Frota não se elegeu. No segundo turno, rompeu com o PSDB por conta do apoio do diretório paulista à campanha de Jair Bolsonaro, e migrou para o Pros, partido da coligação de Lula. Sua virada à esquerda, apesar de garantir um espaço no gabinete de transição, não convenceu o setor cultural, com diversos artistas relembrando o passado do parlamentar e se pronunciando contra sua manutenção no grupo.  
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