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Bolsonaro preferiu o silêncio após o resultado das urnas. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Após uma derrota histórica neste domingo (30), o presidente Bolsonaro (PL) manteve o silêncio e não se manifestou publicamente sobre o resultado que garantiu, nas urnas, um terceiro mandato ao ex-presidente Lula (PT). Muito ativo nas redes sociais, o presidente não realizou as conhecidas lives, nem seus posts polêmicos. Os seus aliados, no entanto, se manifestaram nas redes e reconheceram a derrota do projeto iniciado nas eleições de 2018.
O deputado eleito de Goiás Gustavo Gayer foi um dos mais agressivos nas palavras, chegando a defender um impeachment conjunto do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice Geraldo Alckmin (PSB) sem nenhum dos dois sequer tomar posse. Na manhã desta segunda-feira (31), o deputado eleito afirmou que não conseguiu dormir.
"Mais da metade do Congresso é de direita. Não vamos deixar Lula governar. Lula não vai durar muito tempo na Presidência, e falo isso como deputado federal eleito que vai trabalhar ativamente pelo seu impeachment. E nós vamos conseguir. E, se vier o Alckmin, nós vamos fazer o impeachment do Alkckmin também", disse Gayer em um vídeo publicado em suas redes.
O ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal eleito de São Paulo Ricardo Salles (PL) foi um dos primeiros a comentar os resultados. Ele disse que era a hora de “serenidade” para digerir os resultados. “O resultado da eleição mais polarizada da história do Brasil traz muitas reflexões e a necessidade de buscar caminhos de pacificação de um País literalmente dividido ao meio. É hora de serenidade”, publicou Salles no Twitter.Eles não vão destruir o que nós apenas começamos a construir pic.twitter.com/8lN0NL2amq
— Gustavo Gayer (@GayerGus) October 31, 2022
Profética, a deputada bolsonarista de São Paulo Carla Zambelli (PL-SP), que recentemente perseguiu armada um jornalista pelas ruas de São Paulo, prometeu ser a “maior oposição que Lula jamais imaginou ter”. “Ainda que eu ande pelo vale das sombras, não temerei, porque Tu Senhor Deus estás comigo. O sonho de liberdade de mais de 51 milhões de brasileiros continua vivo”, disse também a parlamentar pelo Twitter.O resultado da eleição mais polarizada da história do Brasil traz muitas reflexões e a necessidade de buscar caminhos de pacificação de um País literalmente dividido ao meio. É hora de serenidade.
— Ricardo Salles (@rsallesmma) October 30, 2022
Revelação do bolsonarismo em Minas Gerais, o deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL) – campeão de votos no estado, com mais de 1,4 milhão de votos – chegou a postar um vídeo com eleitores chorando e lamentando a derrota de Bolsonaro. “Os gritos de comemoração hoje se tornarão gritos de desespero amanhã. A esquerda vai plantar muita semente ruim, e cabe a nós não deixar florescer. O trabalho continua, e eles saberão o que é oposição”, disse o parlamentar. Amiga pessoal do presidente e da primeira-dama Michelle Bolsonaro, a ex-ministra e senadora eleita do Distrito Federal Damares Alves (Republicanos) invocou passagens bíblicas para citar a derrota de Bolsonaro. “Ele continua sendo Deus”, escreveu em uma postagem. Após alguns minutos da primeira publicação, a senadora eleita defendeu Bolsonaro e pediu que para que o Brasil "ore para que Deus traga paz para a nossa nação". "Os 14 anos do PT no poder, resultaram em fome, miséria e corrupção. Nos 4 anos do governo Bolsonaro, o Brasil Avançou 40 anos. Diferente de Lula, Bolsonaro deixou um legado e formou líderes que hoje são Senhores, Deputados e Governados. Perdemos uma eleição, mas não perdemos o amor pelo país", escreveu a parlamentar eleita. O ex-ministro de Bolsonaro, o ex-juiz Sergio Moro, que foi eleito senador pelo Paraná pelo União Brasil, também se manifestou. Apesar de criticar o presidente quando saiu do governo, inclusive apontando a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF) como justificativa, ele se reaproximou do presidente neste segundo turno e prestou solidariedade pela derrota, lamentando a vitória de Lula (PT). Moro, no entanto, respeitou o resultado das urnas. "A democracia é assim. O resultado de uma eleição não pode superar o dever de responsabilidade que temos com o Brasil. Vamos trabalhar pela união dos que querem o bem do País. Estarei sempre do lado do que é certo! Estarei na oposição em 2023,respeitando a vontade dos paranaenses", disse o ex-ministro.Ainda que eu ande pelo vale das sombras, não temerei, porque Tu Senhor Deus estás comigo.
O sonho de liberdade de mais de 51 milhões de brasileiros continua vivo. E lhes PROMETO, serei a maior oposição que lula jamais imaginou ter. — Carla Zambelli B22 T10 (@Zambelli2210) October 30, 2022