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Com Heleno e Bolsonaro na fila, STF retoma interrogatórios sobre golpe

O primeiro a ser ouvido nesta terça-feira será o ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Veja quem mais será interrogado.

10/6/2025
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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na manhã desta terça-feira (10), às 9h, os interrogatórios dos réus do núcleo principal da trama golpista que teria sido articulada durante o governo Jair Bolsonaro para impedir a posse do presidente eleito Lula. O primeiro a depor hoje será o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier. Acompanhe a transmissão ao vivo pelo Congresso em Foco.

Bolsonaro será interrogado nesta semana pelo ministro Alexandre de Moraes.Gustavo Moreno/Ascom/STF

Além de Garnier, ao longo da semana, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, ouvirá presencialmente mais seis acusados: Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Walter Braga Netto (general e ex-ministro), além do próprio Jair Bolsonaro.

Não há data definida para os interrogatórios. Bolsonaro, por exemplo, poderá ser ouvido hoje ou amanhã, a depender da duração da participação dos demais. Os réus são chamados por ordem alfabética. Os próximos a serem ouvidos são:

  • Almir Garnier nesta terça;
  • Anderson Torres;
  • Augusto Heleno;
  • Jair Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira;
  • Walter Braga Netto.

 Cid e Ramagem

Na segunda-feira (9), o STF deu início à fase de interrogatórios com depoimentos de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mauro Cid admitiu ter participado de uma reunião em que foi apresentado a Bolsonaro um documento que previa medidas como a decretação de estado de sítio e a prisão de ministros do STF. Ele também confirmou que recebeu uma sacola de vinho com dinheiro entregue pelo general Braga Netto, a ser repassada ao major Rafael de Oliveira, membro do esquadrão militar conhecido como "kids pretos".

Já Alexandre Ramagem negou qualquer uso indevido da Abin para monitorar ministros do STF e do TSE, refutando as acusações de espionagem durante o governo Bolsonaro.

Sete dos oito acusados respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e dano ao patrimônio público. Ramagem responde por três acusações, restritas a atos anteriores à sua diplomação como deputado.

O julgamento que decidirá sobre condenações ou absolvições deve ocorrer no segundo semestre de 2025. Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar os 30 anos de prisão.

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