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Para vencer, Bolsonaro teria de obter todos os votos de quem hoje declara votar branco, nulo ou estar indeciso. Foto: reprodução/Band
O primeiro debate entre os candidatos ao segundo turno nas eleições presidenciais, entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (16) foi marcado por ataques mútuos aos pontos fracos das gestões dos dois participantes durante as etapas de confronto aberto. No primeiro bloco, preponderou o tema da pandemia da covid-19, onde o atual presidente teve dificuldade para responder aos questionamentos sobre o atraso na vacinação e as denúncias feitas pela CPI. Mais de 700 mil pessoas morreram no Brasil vítimas da pandemia. Ao final, foi Lula quem ficou preso no tema dos escândalos de corrupção na Petrobras descobertos na gestão de Dilma Rousseff, sua sucessora.
Bolsonaro foi o primeiro a tocar no tema da pandemia ainda no início do primeiro bloco, atribuindo ao lockdown a falta de construção de universidades em seu governo. Lula perguntou a ele quantas universidades ele fez, e Bolsonaro não respondeu. "Não respondeu, porque só fez uma universidade, no Tocantins, que a Dilma já tinha autorizado", respondeu Lula. Pouco depois, Lula decidiu aprofundar no assunto, questionando Bolsonaro se ele “não carrega nas costas o fato de ser responsável por pelo menos 400 mil mortes pela covid no Brasil".
Bolsonaro revidou afirmando que comprou 500 milhões de doses da vacina da covid-19, disponibilizada a todos que desejassem. Ele mesmo, porém, afirma não ter se vacinado, embora tenha colocado sob sigilo seu certificado de vacina. Lula, porém, apontou para a demora da campanha do Brasil em relação ao resto do mundo, relembrou as diversas ofertas de vacinas da Pfizer recusadas pelo presidente, o escândalo de cobrança de propinas na negociação das vacinas Covaxin, a descredibilização dos imunizantes, a promoção por parte do presidente de tratamentos ineficazes para a covid-19 e os diversos pronunciamentos onde tratou as vítimas da doença com deboche.
A situação de Bolsonaro piorou quando comentou sobre sua discordância com o ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, que, no início da pandemia, recomendava a busca por atendimento médico apenas diante do aparecimento de sintomas graves. Lula aproveitou a oportunidade para comentar sobre as trocas de ministros da saúde que resultaram na indicação de Eduardo Pazuello, general sem conhecimento na área de saúde indicado apenas por ser leal ao presidente.